MOVIMENTOS DO COTIDIANO
Para desempenharmos os movimentos do cotidiano é necessário um
certo nível de aptidão física, inclusive flexibilidade, afirma
MONTEIRO (1999) que ressalta a flexibilidade como um dos mais
importantes componentes da aptidão física, para manter o
condicionamento necessário para a vida cotidiana.
SAIBA PORQUE A GINÁSTICA NA EMPRESA É
BOA PARA VOCÊ !
Na atualidade, o mercado, ao mesmo tempo em que expõem os
indivíduos a níveis elevados de tensão e estresse, têm voltado
suas discussões para programas de qualidade de vida e prevenção
de doenças. Essas discussões tornam-se ainda mais evidentes e
necessárias, à medida que são observados a influência positiva e
os diversos benefícios do investimento na saúde e qualidade de
vida do profissional (funcionário) junto aos objetivos de
crescimento da empresa, garantindo, conseqüentemente, qualidade
em prestação de serviços e produtos, bem como no processo de
produção e execução de serviços.
A Ginástica Laboral é mais uma ferramenta disponível dentro da
ergonomia desenvolvida em uma empresa, no sentido de prevenir as
doenças ocupacionais, contribuindo para melhoria da qualidade de
vida dos funcionários. Hoje, produzir mais e melhor, sem
desenvolver danos à saúde dos trabalhadores, não se trata de uma
utopia. Se tomarmos como exemplo os modelos de empresas
estrangeiras, é cada vez maior o número de adeptos que
descobrem, nos Programas de Ginástica Laboral, um meio eficaz e
saudável de reduzir os casos dessas doenças ocupacionais.
O Programa de Ginástica Laboral, permite colaborar e orientar as
pessoas, para viverem melhor exercendo seu papel no setor em que
estão inseridas, em parceria com a Atividade Física Orientada,
ou seja, cada profissional dentro da empresa, independente de
sua posição hierárquica ou função exercida, pode analisar e
reavaliar seu modo de pensar, agir, organizar seu tempo e
espaço, prevenindo os grandes vilões que causam males a saúde,
os quais chamamos de estresse.
Como o próprio nome sugere, a Ginástica Laboral, se caracteriza
por uma atividade desenvolvida no ambiente de trabalho, atuando
de forma preventiva e terapêutica, através de exercícios que vão
compensar as estruturas utilizadas durante a função e ativar
outras que não estejam sendo solicitadas. Durante este trabalho
o objetivo maior é prevenir o L.E.R /D.O.R.T. O grande campeão
de afastamentos dos empregados das empresas, desenvolvidos pela
fadiga decorrente da tensão e repetitividade dos movimentos,
prejudicando as articulações, músculos, nervos, etc...
Dentre as atividades propostas pelo Profissional de Educação
Física nesse trabalho destacamos:
- Atividades de curta duração (10-15 minutos);
- Atividades de pouca exigência física (Ex: alongamentos,
relaxamento, recreação e consciência corporal no ambiente de
trabalho);
- Atividades desenvolvidas no próprio local de atividades do
funcionário.
Essas Atividades podem ser divididas basicamente em:
-
Ginástica Preparatória ou de Aquecimento: realizada antes de
iniciar o trabalho. São executadas para preparar as estruturas
que serão solicitadas durante as tarefas dentro da empresa.
-
Compensatória ou de Pausa: São atividades realizadas em pequenos
intervalos durante o expediente. Elas teen o objetivo de
compensar as estruturas que estão sendo utilizadas no processo
produtivo, diminuindo as tensões do trabalho repetitivo,
posturas erradas, proporcionando ao indivíduo condições de
perceber seu corpo, suas condições físicas e psicológicas.
-
Ginástica de Relaxamento ou Final de Expediente: Como o próprio
nome já sugere, são atividades realizadas ao término das
atividades do funcionário dentro da empresa. Seu objetivo maior
é aliviar a sensação de cansaço e tensão muscular, e
proporcionar uma integração social no ambiente de trabalho.
Benefícios à Saúde:
-
Diminuição na fadiga muscular;
-
Melhora da condição física geral, social (melhora nos
relacionamentos interpessoais no ambiente de trabalho);
-
Correção nos vícios posturais;
-
Melhora na disposição do trabalhador ao iniciar e ao retornar ao
trabalho;
-
Diminuição de patologias e casos de L.E.R /D.O.R.T.
-
Redução nos níveis de estresse e tensão geral;
Benefícios e Retornos a Empresa:
-
Diminuição no número de acidentes de trabalho;
-
Redução nos gastos com serviços médicos;
-
Diminuição de faltas ao trabalho por motivo de doenças;
-
Diminuição na rotatividade de funções favorecendo a
especialização;
-
Aumento na produção e lucro das empresas;
-
Aumento de satisfação do empregado no ambiente de trabalho.
Desenvolver um programa de Ginástica Laboral na empresa é
perceber que um todo é feito de partes, as quais se interagem
para uma construção do sucesso. É tomar parte na construção de
uma sociedade mais justa e igualitária onde a preocupação maior
seja a busca de uma vida melhor para todos.
Musculação
Um breve esclarecimento.
O treinamento contra resistência melhora dois componentes da boa
forma física: força muscular e resistência muscular.
A força muscular é o máximo de força que um músculo pode gerar.
A resistência muscular é a habilidade de sustentar repetidas
contrações. Para melhorar a resistência muscular, deve-se unir o
treinamento de força e atividade aeróbia.
o treinamento de força produz muitos benefícios:
1. Ele aumenta a força dos músculos e a densidade dos ossos,
ajudando a prevenir lesões.
2. Devido aos exercícios, a um aumento da taxa metabólica, o que
exige maior queima calórica para gerar energia.
3. Melhora a habilidade física e apresentação atlética.
4. Melhora a auto-estima.
Um dos resultados mais desejáveis do treinamento contra
resistência (musculação), é a mudança na composição corpórea.
Existem vários estudos que estabelecem, que os programas de
perda de peso, melhor sucedidos em longo prazo, incluem o
treinamento contra resistência (musculação).
As pessoas que estão começando uma atividade física, devem estar
se perguntando: Como se exercitar de modo mais efetivo? Segue a
seguir, uma recomendação mínima para que você possa ver
resultados:
• Frequência - Mínimo de duas vezes por semana.
• Exercícios - Mínimo de 01 por grupo muscular.
• Repetições - 8-12 repetições por série.
Em estudos, diferentes grupos de pessoas que treinaram dois,
três, ou quatro dias por semana, tiveram excelentes ganhos. Para
quem está começando, 35 minutos de exercícios dois dias por
semana, serão mais do que suficiente para melhorar o desempenho
físico. Os exercícios, devem ser divididos em séries. Essas,
podem ser divididas em, duas, três ou mais. O número de séries
para cada exercício, deve ser elaborado de acordo com a
necessidade de cada individuo.
As repetições, são o número de vezes que a pessoa vai erguer o
peso em cada exercício. O peso ideal, é aquele que seja
suficiente para produzir fadiga no músculo já nas últimas
repetições. Em geral, 10 repetições em cada exercício darão bons
resultados.
Como você vai fazer um trabalho muscular intenso, trabalhe
primeiro os grupos de músculos grandes, como peitorais e
dorsais, para somente então trabalhar os músculos pequenos, como
os bíceps e tríceps.
A velocidade de execução dos exercícios é muito importante. Os
treinamentos conta resistência devem ser feitos com movimentos
cuidadosamente controlados para prevenir danos. Você verá mais
rapidamente e melhores resultados se erguer o peso lentamente
tanto na parte positiva como na negativa do exercício. É verdade
que movimentos rápidos permitem o uso de pesos mais elevados,
mas por causa do princípio de impulso, esses movimentos acabam
exigindo um menor esforço muscular. Então, é melhor pôr seu ego
em uma gaveta e praticar repetições de qualidade.
Se você estiver fazendo três ou mais exercícios para cada grupo
muscular, procure descansar pelo menos 48h, antes de voltar a
trabalhar o mesmo músculo, assim você dará tempo para que o
mesmo se recupere. Não se esqueça que o excesso de treino pode
levar a lesões.
Os exercícios nos aparelhos, são melhores para novatos. Eles
visam manter a posição correta de corpo durante o movimento,
permitindo maior controle. Eles são completos, fáceis de usar e
mais seguros que pesos livres.
Os pesos livres são melhores, mas exigem maior instrução e
prática. O equilíbrio é fundamental quando se trabalha com pesos
livres.
Indiferente a usar máquinas ou pesos livres, procure fazer
movimentos completos. Inspire durante a parte negativa e expire
quando estiver na fase positiva do movimento.
Sua meta deve ser uma progressão gradual. Sempre que houver
dúvidas procure o seu professor, ele está na academia justamente
para ensinar as técnicas corretas de execução. Procure fazer os
exercícios de maneira correta, que certamente você verá grandes
resultados!
Volume Muscular:
Embora muitas atividades físicas aumentem a massa muscular, nos
esportes e no trabalho, o treinamento resistido (contra
resistência, geralmente oferecida por pesos) é o estímulo mais
eficiente para essa finalidade, justificando que seja conhecido
na área esportiva como musculação. Nas academias, onde as
pessoas costumam ter o objetivo de melhorar a forma do corpo, o
aumento da massa muscular é fundamental. Mesmo as mulheres que
não desejam ficar musculosas precisam aumentar o volume dos
músculos para modelar o corpo.
Todas as pessoas conseguem aumentar o volume muscular com o
treinamento resistido, embora alguns tenham mais dificuldades do
que outros. Como acontece com todas as variáveis biológicas, a
facilidade para aumento de massa muscular tem uma distribuição
típica na população: poucas pessoas têm muita facilidade, poucas
pessoas têm muita dificuldade, e a maioria se situa em uma faixa
intermediária onde o aumento de volume muscular ocorre, mas sem
atingir valores excepcionais.
Evidentemente que os campeões de musculação são pessoas que
reagem melhor do que a maioria, e os seus altos níveis de massa
muscular são inatingíveis para a maioria das pessoas. O
desconhecimento dessa realidade da natureza faz com que muitas
pessoas tenham sonhos impossíveis, principalmente no caso de
jovens recém iniciados na musculação.
MECANISMOS FISIOLÓGICOS
A compreensão dos mecanismos fisiológicos envolvidos no aumento
do volume muscular pode ajudar na adoção de condutas sensatas e
evitar as que podem colocar em risco a saúde das pessoas.
• Para que os músculos aumentem de tamanho, o processo mais
importante é a hipertrofia. O treinamento contra resistências
produz uma sobrecarga nos músculos que pode ser chamada de
tensional. A tensão ocorre nos músculos que se contraem contra
resistências, e o seu primeiro efeito é alterar a permeabilidade
da membrana celular aos íons cálcio, que assim migram para
dentro da fibra muscular.
• O aumento da concentração de cálcio, ativa proteases
miofibrilares, as enzimas que destroem as miofibrilas. Estas são
os filamentos protéicos que compõem a maior parte da estrutura
muscular. Portanto, durante os exercícios ocorre a destruição de
miofibrilas, o que significa a perda de massa muscular.
• No descanso que se segue aos exercícios as miofibrilas são
refeitas por síntese protéica, e esse processo tende a ser de
maior magnitude do que a destruição durante o treino. Assim
sendo, após o período de recuperação, tende a ocorrer um aumento
de massa muscular.
• Todavia, se a destruição de miofibrilas durante os exercícios
for muito acentuada, a recuperação poderá ser suficiente apenas
para a reposição da massa perdida, sem que possa ocorrer aumento
do volume muscular.
A síntese de proteínas após os exercícios é estimulada pelos
chamados hormônios anabólicos do organismo: GH (hormônio do
crescimento), TESTOSTERONA (hormônio sexual masculino) e
INSULINA (hormônio que atua na absorção de glicose pelas
células).
• O GH é formado por aminoácidos, e estimulado pelos exercícios
intensos, pelo sono e pela hipoglicemia. A testosterona é
sintetizada a partir do colesterol, e estimulada pelo treino
pesado. A insulina também é formada por aminoácidos e é
estimulada pela ingestão de carboidratos.
• Excesso de treinamento deprime a testosterona. Portanto, os
estímulos anabólicos máximos ocorrem no treinamento com pesos
quando
- a duração da sessão é em torno de uma hora.
- os pesos são difíceis.
- o descanso é otimizado.
- o sono noturno é suficiente para recuperar as energias.
- e quando a ingestão de carboidratos, proteínas e gorduras
ocorrer de forma adequada, como veremos posteriormente.
A adequada ingestão de carboidratos e água também permite uma
boa hidratação dos músculos, facilitando a síntese protéica e
contribuindo diretamente para o volume muscular.
Com a observação dos princípios especificados acima, todas as
pessoas apresentarão aumento da massa muscular. Muitas pessoas
conseguem aumentar vários quilos de músculos em poucos meses.
Mulheres idosas chegam a aumentar 10 % do seu volume muscular em
poucos meses de treinamento. Homens jovens aumentam muito mais,
mas não todos.
LIMITAÇÕES GENÉTICAS
Algumas pessoas têm dificuldades genéticas, que podem ser
agravadas pelo treinamento excessivo, pouco intenso ou muito
irregular, pela má alimentação, por falta de descanso físico, e
por excesso de tensões emocionais que estimulam o hormônio
catabolizante cortisol.
A intimidade das limitações genéticas para aumento da massa
muscular é desconhecida. Os mecanismos podem estar ligados à
síntese protéica deficiente, receptores hormonais em menor
número, níveis excessivos de substâncias inibidoras do
crescimento celular, má absorção de nutrientes, e menor número
de fibras na composição dos músculos esqueléticos.
DROGAS ANABOLIZANTES
A crescente utilização das drogas anabolizantes contribuiu para
uma má compreensão do aumento de volume muscular induzido por
exercícios. Atualmente não existem dúvidas de que essas drogas
favorecem a hipertrofia muscular, e talvez outros processos
ainda pouco conhecidos como a hiperplasia, que vem a ser o
aumento do número de fibras musculares.
No entanto, muitos acham que o aumento de volume muscular não
pode ocorrer sem o uso de drogas anabolizantes o que não é
correto. Com esta concepção, quando alguém aumenta rapidamente o
volume muscular, o efeito é atribuído às drogas, e quando alguém
aumenta pouco, a explicação dada é a ausência das mesmas.
O alto nível de massa muscular dos campeões de musculação muitas
vezes é atribuído ao uso de drogas, sem a lembrança dos fatores
genéticos e da dedicação do atleta ao treinamento e à
alimentação. Na realidade, as drogas não fazem campeões. Caso o
fizessem, as academias estariam cheias de campeões. Muitas
pessoas aumentam muito a massa muscular sem o uso de drogas, e
algumas, felizmente poucas, têm tanta dificuldade que seus
resultados são medíocres mesmo com a utilização dessas
substâncias.
O treinamento correto, com alimentação e descanso adequados,
darão excelentes resultados para a maioria das pessoas. Quando
alguém não reagir bem com esses estímulos naturais, dificilmente
terá resultados muito diferentes com drogas. Muitos veteranos da
musculação ficam desconcertados quando alguém pergunta o que ele
tomou para ter o físico que apresenta.
A maioria das pessoas que têm na musculação uma filosofia de
vida encaram a atividade como uma forma de autoconhecimento, e
sentem-se estimulados pelo desafio de tentar superar seus
próprios limites com os recursos que a natureza lhes deu. Para
muitos, o prazer está em tentar ter 50 centímetros na
circunferência dos braços, não em consegui-los a qualquer preço.
ASPECTO TRISTE
O aspecto triste da má compreensão dos fenômenos envolvidos no
aumento de volume muscular é que muitos jovens estão sendo
levados ao uso de drogas poderosas, com potenciais efeitos
lesivos à saúde, sem necessidade.
OS MELHORES EXERCÍCIOS PARA VOLUME:
É conhecido o fato de que muitos bodyduilders famosos treinam
com os colegas powerlifters durante o "off season". Nesta fase,
o interesse deles é aumentar o volume dos músculos, não
importando muito a forma; para isto, treinar pesado é
fundamental.
Exercícios básicos sempre foram sinônimo de grandes músculos e
quando se estiver levantando alta carga nos chamados básicos,
sem dúvida se estará dotado de respeitável massa muscular.
Outros "substitutos" ou "complementares" poderiam ser
relacionados, mas os adiantes descritos são os mais usuais.
Atualmente encontram-se no mercado equipamentos modernos, que
simulam muito bem os exercícios básicos, geralmente com cargas
livres (anilhas) e que até oferecem vantagem sobre as barras e
os halteres no que se refere ao conforto, trabalhando os
músculos sem traumas articulares.
PROGRAMAS DE TREINAMENTO PARA VOLUME MUSCULAR
1. Um Programa Completo Básico para Volume
Se você tem muita dificuldade para aumentar o peso corporal,
experimente este programa mínimo:
Exercício: Séries Repetições
Agachamento completo com Barra 4 - 5 12-10-08-06-06
Levantamento da Terra 3 - 4 10-08-06-06
Remada curvada 3 - 4 10-08-08-06
Desenvolvimento Supino 4 - 5 10-08-08-06-06
• As primeiras séries de cada exercício devem ser mais leves,
servindo como aquecimento.
• Nas subseqüentes, utilize cargas máximas para as repetições
propostas.
• Descanso entre séries: 2 minutos, em média, para poder manejar
o mesmo peso, ou até mais, na série seguinte.
• Treine DUAS, no máximo TRÊS vezes por semana.
• Cada treino não deve ultrapassar 50 minutos.
• Intervalo entre treinos: um ou dois dias.
Você pode perguntar: "Mas se é um programa completo, onde estão
os exercícios para braços, ombros, panturrilhas, posteriores da
coxa etc..."
Explico: Os Exercícios Básicos, também chamados de "Compostos",
usam o sinergismo de vários grupos musculares, vejam quais:
Agachamento Terra Remada Supino
Quadrícepscruraisglúteosadutoreslombares
Lombarescruraisglúteosquadrícepstrapéziosgrande
dorsalredondosbíceps braquialbraquioradial Grandes
dorsaisredondosrombóidesdeltóide
posteriorlombaresglúteoscruraisbíceps braquialbraquioradial
Peitoral maiordeltóide anteriortríceps braquialserrátil anterior
Viram? Todos os músculos foram trabalhados, inclusive os
abdominais e panturrilhas são requisitados nestes exercícios,
como estabilizadores. Para aumentar de tamanho, os grandes
grupamentos são os mais importantes. Ninguém cresce apenas
fazendo braço.
Esta programação serve para iniciantes, intermediários,
avançados e atletas competidores em "off", que buscam maior
volume. Se não acredita, experimente durante um ou dois meses.
2. Um Programa Dividido em Duas Partes:
Treino A Treino B
Agachamento c/ BarraLeg PressLevantamento da TerraRemada Curvada
Desenvolvimento Supino com BarraDesenvolvimento Inclinado com
HalteresDesenvolvimento com Barra por FrenteRosca Direta com
Barra
No programa em duas partes, as séries serão em torno de 4 a 6 e
as repetições, sempre entre 10 e 06, salvo as iniciais, que são
consideradas de aquecimento.
Observem que no Programa 2, o volume de treinamento é bem maior
do que no Programa 1, provocando um desgaste maior nos músculos.
Dependendo do seu potencial de recuperação, o Programa 2, poderá
ser excessivo. Caso não obtenha bons resultados, faça o Programa
1 ou reduza o número de séries e os dias de treinamento do
Programa 2.
3. Um Programa Dividido em Três Partes:
Treino A Treino B Treino C
Coxa / PanturrilhasAgacham. CompletoLeg PressStiffElev. Ponta
dos Pés Peito / CostasDesenv. SupinoDesenv. Incl. c/ Halt.Remada
CurvadaPux. Alto p/ frente Ombro / BraçoDesenv. à frente c/
barraElevações LateraisExt. Tríceps TestaRosca Direta
Opções de Freqüência Semanal
Treino A............... 2as e 5as. feiras
Treino B............... 3as e 6as. feiras
Treino C............... 4as e sábados
ou Treinamento de 3 a 6 vezes por semana, alternado os treinos
A, B e C
ou 3 x 1 ( 3 dias seguidos de treino, descanso no 4º dia )
3 x 2 ( 3 dias de treino, 2 de descanso )
As séries serão de no mínimo 3 e no máximo 6, dependendo da
freqüência semanal. As repetições estarão na faixa considerada
melhor para hipertrofia, que se situa entre 06 e 12.
Novamente é recomendável não se exceder no volume total do
treinamento. Se você treinar todos os dias, faça menos séries e
sessões mais curtas (uns 30 ou 40 minutos, no máximo). O repouso
entre séries deve ser suficiente para que os músculos se
recuperem (de 1 a 2 minutos). Intensidade sempre alta.
IMPORTANTE:
As sugestões dadas são exemplos básicos de programas para
volumen muscular que sempre funcionam.
Você pode adaptar, trocar os exercícios, realizar mais ou menos
sessões e fazer outras adaptações, mas lembre-se: o treinamento
é catabolizante, o repouso e a boa alimentação são anabolizantes.
Para bons resultados, "mais" não significa "melhor". Os
exercícios são uma agressão aos músculos, porém necessária para
estimular os processos de defesa do organismo, que desta forma
desenvolve músculos e força para poder suportar o trabalho
pesado. Saber dosar o volume e a intensidade do treinamento é
fundamental para alcançar a chamada "super compensação" e
manter-se em anabolismo.
Por derradeiro, se você preferir treinar todos os dias, e uma
vez por semana cada grupo muscular, nossa sugestão para divisão
do seu treinamento é:
Segunda....... Peito
Terça........... Costas
Quarta......... Coxas
Quinta......... Ombro / Panturrilhas
Sexta.......... Braços
Sádado........ Descanso
Domindo....... Descanso
Se as programações acima sugeridas não derem bom resultado para
você, a primeira providência é: TREINAR MENOS. Depois, verifique
se está se alimentando corretamente.
Flexibilidade - Métodos de trabalho
Não se pode comparar a flexibilidade da população normal com a
de atletas. Um alto grau de mobilidade em determinados
movimentos articulares favorece o aprendizado ou aperfeiçoamento
de alguns atos motores desportivos.
Estado de treinamento - influência direta do fenótipo sobre o
genótipo fazendo com que indivíduos em fase inicial de
treinamento tenha aumentada sua flexibilidade em qualquer idade
em resposta ao treinamento (estimulo exógeno).
Atividades como Meditação influenciam o tônus neurogênico, a
atividade basal e propiciam uma descontração, que vai interferir
positivamente na melhora da flexibilidade.
Nem sempre é apropriado acreditar se maior a flexibilidade
melhor à saúde músculo-articular.
Em exercícios buscando saúde a segurança e a moderação são uma
boa opção.
Quanto aos métodos de trabalho da flexibilidade:
Exercícios leves - levam ao aquecimento dos músculos e das
estruturas articulares, provocando uma diminuição na viscosidade
intracelular e intra-articular, além de proporcionarem um
considerável aumento da espessura da cartilagem articular,
evitando assim seu desgaste e diminuindo o risco de lesões.
Os exercícios de flexibilidade de baixa intensidade, devem ser
utilizados ao início e ao final de uma sessão de treinamento,
seja de preparação física, técnica ou tática.
Método Ativo - ao se exercitar sae de uma posição precisa á
outra, lentamente, permanecendo ao final por um período naquela
posição.
Método Passivo - Movimentos com a ajuda de um companheiro,
aparelhos ou gravidade
Exercícios intensos - aumentam o tônus miogênico agudo por
acumulo de catabólicos e aumento da circulação local, provocando
um encurtamento do músculo em questão, ao mesmo tempo em que os
propriceptores sobrecarregados não respondem corretamente aos
estímulos, aliados à diminuição de enzimas musculares e das
concentrações de ATP no músculo, fazendo com que a capacidade de
relaxamento fique retardada e aumentando os riscos de lesão.
Os exercícios de flexibilidade de alta intensidade só devem ser
aplicados após um bom aquecimento, que deverá incluir exercícios
de flexibilidade de baixa intensidade.
Métodos Ativos:
Método Balístico - Consiste em executar um movimento de forma
explosiva, procurando dessa forma atingir o limite da
articulação. Na medida em que o segmento se aproxima do limite
articular, perde velocidade em função da resistência elástica
dos componentes articulares. É muito suscetível a lesões, mas
comum em alguns esporte como lutas e dança
Método de Insistência - ë executado de forma menos explosiva que
o primeiro, porém, ao final do movimento, quando os componentes
elásticos e neuromusculares provocam o retorno, do segmento à
posição inicial, procura-se insistir o movimento de amplitude
máxima por várias vezes.
Métodos Passivos:
Movimentos com a ajuda de um companheiro aparelhos ou da ação da
gravidade de acordo com a sensação subjetiva de dor.
Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (Método ativo/passivo)
-esse método é calcado no acionamento do fuso muscular durante a
primeira fase, que ira provocar uma contração involuntária. Logo
após, o individuo somará a essa contração, a sua contração
volitiva, acionando o órgão tendinoso de golgi, que irá provocar
um relaxamento reflexo.o resultado desse método é um aumento de
flexibilidade com grande trabalho de plasticidade.Os ganhos de
flexibilidade são espantosos.
(O Tônus Muscular pode ser dividido em dois tipos de tônus
muscular o Miogênico e o Neurogênico onde o tônus muscular
miogênico (passivo) poder ser resultado de uma sessão de
treinamento (Tônus muscular agudo) ou resultado de adaptações
normais ao treinamentos (Tônus muscular crônico).
O Tônus muscular neurogênico (ativo), é fruto da atividade
reflexa do sistema nervoso em função de respostas ã
proprioceptores ou à somatização de estresse psíquico)
Outra classificação proposta de acordo com os seus métodos de
execução:
Lento - método lento é realizado o movimento de forma lenta e
gradativa (passiva, assistida ou ativa) até alcançar a amplitude
máxima, caracterizado pelo ponto de surgimento da dor ou
desconforto
Rápido - são os exercícios que são feitos em velocidade,
alcançando rapidamente a amplitude máxima, quando esse exercício
é feito com o uso deliberado da força da gravidade para maior
velocidade, costuma-se denominar método balístico.
Apoiados na teoria (FNP) - Facilitação Neuronal Proprioceptiva -
exercícios que se caracterizam por envolver duas ou mais fases
onde há alternância de exercícios ativo e passivo, objetivando
conseguir um grau de amplitude articular maior do que o habitual
às custas do relaxamento da estrutura contrátil muscular.
Recomendações gerais sobre a prescrição de exercícios
relacionado com a flexibilidade:
Quadro comparativo de diretrizes para Prescrição:
O Dr. Cláudio Gil recomenda alguns procedimentos a serem
observados para a prescrição do trabalho de flexibilidade:
Realizar exercícios de forma lenta e gradativa até o ponto de
desconforto leve, devendo então manter a posição por cerca de
10a 20 segundos, procurando concomitantemente relaxar
voluntariamente a musculatura a ser alongada.
Incluir exercícios pelo método FNP (3S) quando houver um
objetivo de aumentar de forma mais rápida a flexibilidade,
especialmente para as articulações onde há restrição à
mobilidade.
Incluir os exercícios de alongamento em toda sessão de
exercícios físico, podendo fazê-lo na etapa inicial
(aquecimento) e ou na parte final (esfriamento), sendo que nesta
última é possível alcançar maiores amplitudes máximas.
Evitar os exercícios ou movimentos bruscos de mobilidade
articular máxima (especialmente os balísticos) principalmente
sem estar devidamente preparado por exercícios mais lentos e de
menor intensidade.
Combinar sempre que possível às formas ativa e passiva de
exercícios de flexibilidade, começando em sentido
distal-proximal e dos movimentos mais simples para os mais
complexos.
Realizar um conjunto de exercícios preferencialmente algo entre
seis e 10 no mínimo três vezes por semana, que envolvam as
principais articulações e movimentos nos dois dimídios
corporais.
Aproveitar a etapa de exercícios de flexibilidade para
relaxamento e não para sofrimento, todavia a atenção e
concentração na execução para minimizar a chance de lesões.
Habituar-se a incluir exercícios de alongamento na sua rotina de
atividades diárias, em casa, no trabalho, na escola etc.
Evitar desenvolver graus extremamente elevados de mobilidade
articular sem ter a massa muscular adjacente concomitantemente
desenvolvida.
Estar preparado para a ocorrência de dor muscular tardia (24 a
48 horas após), determinada parcialmente pelo desarranjo do
esqueleto conectivo muscular, toda vez que reiniciar ou aumentar
a intensidade dos exercícios de flexibilidade.
(GHORAYEB & BARROS, O Exercício 1999, pp. 32-33).
Data da Publicação: 13/03/2002
Desenvolvimento Motor
Introdução
A idade pré-escolar é considerada a fase áurea da vida, em
termos de psicologia evolutiva, pois é nesse período que o
organismo se torna estruturalmente capacitado para o exercício
de atividades psicológicas mais complexas como, por exemplo, o
uso da linguagem articulada. Para Rosa (1986), são muitas as
formulações teóricas que têm concentrado grande soma de
interesse nessa fase da vida humana. Quase todas as teorias do
desenvolvimento humano admitem que a idade pré-escolar é de
fundamental importância na vida humana, por ser esse o período
em que os fundamentos da personalidade do indivíduo começam a
tomar formas claras e definidas.
Do ponto de vista da teoria psicanalítica, este período da vida
abrange dois estágios da evolução psicossexual: o estágio anal,
cujas implicações para o processo evolutivo do ser humano são
bastante acentuadas, e o estágio fálico, que representa o
período em que tipicamente ocorre o chamado complexo de Édipo,
um dos esteios da teoria de Freud. Para Erikson (1959), duas
qualidades essenciais do eu emergem nessa fase evolutiva:
autonomia e iniciativa. A cultura desempenha relevante papel na
aquisição dessas qualidades fundamentais. As conquistas
realizadas nesse período são de grande importância e
determinarão o grau de competência que o indivíduo
ordinariamente terá. Segundo a teoria de Piaget, a fase
pré-escolar corresponde ao período pré-operacional do
desenvolvimento cognitivo. As operações mentais da criança nessa
idade se limitam aos significados imediatos do mundo infantil. A
primeira fase desse estágio é caracterizada pelo pensamento
egocêntrico. Na Segunda fase a criança começa a ampliar o seu
mundo cognitivo, o que constitui o chamado pensamento intuitivo.
Para Bruner citado por Rosa (1986), na fase pré-escolar o mundo
é representado para a criança de modo iônico, ou seja, de modo visoperceptivo. Do ponto de vista da evolução do ser humano um
fato importante nessa fase da vida é o processo de
descentralização, que possibilita à criança a percepção de mais
de um aspecto de dado objeto de uma só vez.
Para Enderle (1987), o período pré-escolar é denominado de fase
mágica, dada à predominância, do pensamento fantástico que
caracteriza a infância, ainda que a fantasia não persista ao
longo de toda a fase que vai do segundo ao sexto ano de vida. Em
torno dos quatro anos observa-se, inclusive, o interesse da
criança por realizações concretas, o que coloca em dúvida a
adequação do termo mágica. Aliás, o pensamento fantástico
transiciona para o lógico de forma que em torno dos sete anos já
ocorreu a inserção no concreto.
Segundo o mesmo autor, os acontecimentos mais marcantes na fase
mágica são: a aquisição da marcha, da fala, da autonomia nos
hábitos de higiene e alimentos. O fato de caminhar, por si só,
representa um fator de desligamento da mãe, pois ao deixar o
colo materno a criança começa a explorar o ambiente, elegendo
entre o fazer e o não fazer, pode experimentar o seu universo
pelo processo de ensaio e erro. Durante o segundo ano de vida a
capacidade de falar progride de forma espantosa na maioria das
crianças. Os meninos costumam atrasar a linguagem em comparação
com as meninas. Estudos feitos por psicólogos, observam que
existe, em muitos casos, uma correlação entre o desenvolvimento
lingüistico e psicomotor. Esses se alteram, de modo que o
progresso em uma atividade implica a diminuição temporária da
outra. Quanto a educação para higiene e alimentação, foi tratada
de forma ampla pela escola psicanalística inglesa,
principalmente pelo grupo de pesquisadores da linha Kleiniana. O
treino para a higiene dispensa rigor, pois basta o exemplo dos
pais e a maturidade fisiológica e neurológica para que a criança
por si só aprenda a utilizar o sanitário. O comportamento à mesa
e as atitudes em relação a alimentação, constituem outro marco
dessa fase, mais devido à ansiedade que a autonomia da criança
causa aos pais, do que por si só, já que se a deixarmos se sujar
e manipular os alimentos como material lúdico, o que é normal
nesse período, nenhum prejuízo se verificará em seu
desenvolvimento e, até o final da fase mágica, a criança
adquirirá os hábitos de higiene alimentar, sem problemas.
São grandes e significativas as mudanças que ocorrem durante o
período da chamada fase mágica, nas principais áreas de
desenvolvimento motor, intelectual, emocional, afetivo e social.
Em nosso estudo abordaremos o desenvolvimento motor, em especial
na idade de 5 a 6 anos de idade.
O desenvolvimento motor é um processo contínuo e demorado e,
pelo fato das mudanças mais acentuadas ocorrerem nos primeiros
anos de vida, existe a tendência em se considerar o estudo do
desenvolvimento motor como sendo apenas o estudo da criança. É
necessário enfocar a criança, pois, enquanto são necessários
cerca de vinte anos para que o organismo se torne maduro,
autoridades em desenvolvimento da criança concordam que os
primeiros anos de vida, do nascimento aos seis anos, são anos
cruciais para o indivíduo (Tani et al.,1988). As experiências
que a criança tem durante este período determinarão, por grande
extensão, que tipo de adulto a pessoa se tornará (Hottinger apud
Tani et al. , 1988). Mas não se pode deixar de lado o fato de
que o desenvolvimento é um processo contínuo que ocorre ao longo
de toda a vida do ser humano.
A organização do desenvolvimento se inicia na concepção, o
domínio motor, afetivo-social (conduta pessoal-social) e
cognitivo (conduta adaptativa e linguagem) vão se diferenciando
gradualmente. Mas no início da seqüência, o comportamento motor
é uma expressão de integração de todos os domínios. Este caráter
do movimento indica o importante papel do domínio motor na
seqüência de desenvolvimento do ser humano, mas isto leva às
vezes à concepção de que o movimento é apenas um índice para
medir outros domínios de comportamento (Tani et al,1988).
O desenvolvimento motor pode ser visto pelo desenvolvimento
progressivo das habilidades de movimento, ou seja, a abertura
para o desenvolvimento motor é dada através do comportamento de
movimento observável do sujeito ( Gallahue & Ozmun, 1995; 2001).
Em seu modelo teórico, Gallahue (1989), apresenta o
desenvolvimento da transacionalidade, a interação indivíduo,
ambiente e tarefa. Com os domínios, cognitivo, afetivo e motor,
o autor descreve seu modelo desde a fase dos movimentos reflexos
até a fase dos movimentos especializados. O processo de
desenvolvimento motor é apresentado através das fases dos
movimentos reflexos, rudimentares, fundamentais e
especializados. Para cada fase do processo de desenvolvimento
motor são indicados estágios com idades cronológicas
correspondentes. Os movimentos para Gallahue & Ozmun (1995;
2001) podem ser caracterizados com estabilizadores, locomotores
ou manipulativos, que combinam-se na execução das habilidades
motoras ao longo da vida.
Nos movimentos estabilizadores, a criança é envolvida em
constantes esforços contra a força de gravidade na tentativa de
obter e manter a postura vertical. É através desta dimensão que
as crianças ganham e mantém um ponto de origem na exploração que
realizam no espaço. A categoria de movimentos locomotores,
referem-se aos movimentos que indiquem uma mudança na
localização do corpo em relação a um ponto fixo na superfície.
Envolve a projeção do corpo em um espaço externo pela mudança de
posição do corpo em relação a um ponto fixo da superfície.
Caminhar, correr, saltar, pular ou saltitar são tarefas
locomotoras. A categoria de movimentos manipulativos, referem-se
à manipulações motoras, como tarefas de arremessos, recepção,
chute e interceptação de objetos, que são movimentos
manipulativos grossos. Costurar e cortar com tesoura são
movimentos manipulativos finos. Os componentes manipulativos
envolvem um relacionamento do indivíduo para os objetos e é
caracterizado pela força cedida para os objetos e pela força
recebida deles (Gallahue & Ozmun, 1995).
Para Pérez (1994), a fase pré-escolar é a época da aquisição de
habilidades motoras básicas, os movimentos fundamentais são
considerados verdadeiros núcleos cinéticos. Esta capacidade para
mover-se cada vez de forma mais autônoma está relacionada com
diversos fatores: maturação neurológica que permite movimentos
mais completos; Crescimento corporal, que ao final deste período
vai permitir maior possibilidade de domínio corporal,
facilitando o movimento e disponibilidade em realizar atividades
motoras, etc.
Gallahue (1989), Gallahue & Ozmun (2001), mostram que, para se
chegar ao domínio de habilidades desportivas, é necessário um
longo processo, onde as experiências com habilidades básicas
(movimentos fundamentais) são de fundamental importância. Na
pré-escola, a criança de 4 a 6 anos de idade abrange a fase dos
movimentos fundamentais, com o surgimento de múltiplas formas
(correr, saltar, arremessar, receber, quicar, chutar) e suas
combinações. As mudanças observadas nos estágios serão
estabelecidas em forma de um refinamento das habilidades básicas
e, melhor eficiência em sua combinação, o que irá marcar a
passagem para a fase seguinte, a dos movimentos relacionados ao
desporto, ou especializados. Nesta fase, os movimentos
fundamentais vão servir de base para as combinações em
habilidades desportivas, de modo que a aquisição dos movimentos
fundamentais reveste-se da maior importância no modelo proposto
por Gallahue.
Gallahue (1989) divide a fase dos movimentos fundamentais em
três estágios. Estágio inicial: representa a primeira meta
orientada da criança na tentativa de executar um padrão de
movimento fundamental. A integração dos movimentos espaciais e
temporais são pobres. Tipicamente os movimentos locomotores,
manipulativos e estabilizadores de crianças de dois anos de
idade estão no nível inicial. Estágio elementar: envolve maior
controle e melhor coordenação rítmica dos movimentos
fundamentais. Segundo o autor, crianças de desenvolvimento
normal tendem a avançar para o estágio elementar através do
processo de maturação, embora alguns indivíduos não conseguem
desenvolver além do estágio elementar em muitos padrões de
movimento, e permanecem nesse estágio por toda a vida. Estágio
maduro: é caracterizado como mecanicamente eficiente,
coordenado, e de execução controlada. Tipicamente as crianças
tem potencial de desenvolvimento para estar no estágio maduro
perto do 5 ou 6 anos, na maioria das habilidades fundamentais.
A aquisição desses padrões fundamentais de movimento é de vital
importância para o domínio das habilidades motoras. A Educação
Física adquire papel importantíssimo a medida em que ela pode
estruturar o ambiente adequado para a criança, oferecendo
experiências, resultando numa grande auxiliar e promotora do
desenvolvimento humano, em especial ao desenvolvimento motor e
garantir a aprendizagem de habilidades específicas nos jogos,
esportes, ginásticas e dança (Flinchum 1982, Harrow 1983, Tani
1988, Gallahue 1989 e Eckert 1993). Para que estas habilidades
sejam desenvolvidas é necessário que se dê à criança
oportunidades de desempenha-las. O movimentar-se é de grande
importância biológica, psicológica, social e cultural, pois, é
através da execução dos movimentos que as pessoas interagem com
o meio ambiente, relacionando-se com os outros, apreendendo
sobre si, seus limites, capacidades e solucionando problemas.
Pois como é comum encontrar indivíduos que, não atingiram o
padrão maduro nas habilidades básicas, nas quais apresentam um
nível inicial ou elementar, o que prejudicará todo o
desenvolvimento posterior, ressalta-se assim, a preocupação que
os profissionais de Educação Física deveriam ter em relação ao
conhecimento sobre a aquisição e desenvolvimento dos padrões
fundamentais de movimento, elegendo-o como foco principal para o
desenvolvimento da Educação Física pré -escolar e séries
iniciais no ensino fundamental.
Face ao que foi exposto sobre o desenvolvimento pré -escolar, em
especial o desenvolvimento motor, teve-se como objetivo de
pesquisa avaliar os padrões fundamentais de movimento segundo
Gallahue e Ozmum 2001 em crianças pré- escolares, na faixa
etária de 5 - 6 anos, em uma Escola da Rede Estadual de Ensino
da Cidade de Santa Maria/ RS.
Metodologia
Fizeram parte da amostra 46 alunos da pré- escola, com idade
entre 5 e 6 anos, sendo 27 do sexo masculino e 29 do sexo
feminino, da Escola Marieta de Ambrósio na Cidade de Santa
Maria, RS, no ano de 2002. Os escolares foram submetidos a uma
bateria de testes com o objetivo de avaliação motora (processo e
produto). A avaliação do desenvolvimento motor nos seus aspectos
qualitativos (processo) e qualitativos (produto) dos padrões
fundamentais de movimento foram realizados segundo a matriz de
análise dos padrões fundamentais de movimento proposto por
Gallahue (2001). Para análise qualitativa (processo) todos os
movimentos foram gravados em video tape e posteriormente
analisados em vídeo cassete. Os movimentos analisados foram o
equilíbrio sobre um pé com os olhos abertos, salto na horizontal
e agarrar com as duas mãos (receber). Os resultados foram
classificados pelo seu estágio de maturidade inicial (1),
elementar (2) e maduro (3). Para a avaliação quantitativa
(produto), foram utilizados as seguintes referências: o
movimento de equilíbrio sobre um pé só com olhos abertos, foi
avaliado pelo tempo de permanência sobre um pé, em um tempo
máximo de sessenta (60) segundos, com duas tentativas. No
movimento de saltar na horizontal, foram anotadas três
tentativas, considerando-se o melhor resultado e, para o
movimento de agarrar com as duas mãos, foi registrado o número
de acertos em cinco tentativas.
Resultados e discussão
Nas tabelas 01 e 02, estão apresentados os valores encontrados
na avaliação do processo (análise qualitativa) de
desenvolvimento motor, nível de maturidade proposto por Galahue
e Ozmum 2001(inicial (1), elementar (2) e maduro (3)), nos
movimentos estabilizadores de equilíbrio com olhos abertos
(MEA), nos movimentos locomotores o de saltar na horizontal
(MLS) e nos movimentos manipulativos de receber/agarrar com as
duas mãos (MMR).
Tabela 01 - Percentil do nível de maturidade (análise do
processo), inicial, elementar e maduro dos movimentos de
equilíbrio com os olhos abertos,
saltar na horizontal e receber ou agarrar com as duas mãos, dos
sujeitos agrupados por idade.
Tabela 02 - Percentil do nível de maturidade (análise do
processo), inicial, elementar e maduro dos movimentos de
equilíbrio com os olhos abertos,
saltar na horizontal e receber ou agarrar com as duas mãos, dos
sujeitos agrupados por sexo.
Ao analisar os dados da tabela 01 observa-se que os sujeitos com
5 anos de idade, encontram-se concentrados em maior número no
estágio elementar do processo de desenvolvimento motor nos
movimentos estabilizadores de olhos abertos (46%), movimento
locomotor de saltar na horizontal (70%) e movimento manipulativo
de receber com as duas mãos (54%). Observa-se também que, os
sujeitos com 6 anos de idade, encontram-se em maior número no
estágio elementar no processo de desenvolvimento motor para o
movimento locomotor de saltar na horizontal (70%), e no estágio
maduro do desenvolvimento motor para os movimentos de equilíbrio
com olhos abertos (62%), e movimento manipulativo de receber com
as duas mãos (54%).
Os dados acima permitem inferir que as crianças analisadas (5
anos) encontram-se dentro da fase de desenvolvimento motor
proposto por Gallahue & Ozmun (2001) para os movimentos
estabilizadores de olhos abertos, movimento locomotor de saltar
e movimento manipulativo de receber com as duas mãos. Já as
crianças de 6 anos encontram-se dentro da fase de
desenvolvimento motor proposto por Gallahue e Ozmun (2001) para
os movimentos estabilizadores de olhos abertos ou seja estágio
maduro. O mesmo não foi observado para o movimento de saltar na
horizontal e receber com as duas mãos os quais os sujeitos
observados encontram-se no estágio elementar. Segundo os autores
as crianças entre 4 e 5 anos encontram-se no estágio elementar,
categoria 2, dentro da fase dos movimentos fundamentais da
primeira infância, e crianças entre 6 e 7 anos encontram-se no
estágio maduro, categoria 3. Estudos realizados por Copetti et
al. (1995), onde investigaram o nível de maturidade do
equilíbrio em crianças de 5 e 6 anos observaram uma concentração
nos estágios inicial e elementar de movimento. Em estudos
realizados por Copetti (1996), a maioria das crianças,
analisadas na faixa etária de 5 a 7 anos, encontram-se no
estágio elementar do movimento de saltar na horizontal. Esses
dados corroboram com os encontrados no presente estudo.
Quanto ao sexo (tabela 02), observa-se que os sujeitos do sexo
masculino, encontram-se mais concentrados no estágio maduro no
processo de desenvolvimento motor nos movimentos estabilizadores
de olhos abertos (54%) e movimento manipulativo de receber com
as duas mãos (45%), e encontram-se no estágio elementar no
movimento locomotor de saltar na horizontal (54%). Observa-se
também que, os sujeitos do sexo feminino, encontram-se no
estágio elementar no processo de desenvolvimento motor para o
movimento locomotor de saltar na horizontal (47%), movimento
locomotor de saltar na horizontal (80%)e movimento manipulativo
de receber com as duas mãos (66%). Estudos realizados por Manfio
et al. (1993), Ramalho & Surdi (1995) e Garcia et al. (1994)
encontraram a partir da idade de 6 e 7 anos, uma predominância
de crianças no estágio elementar para o movimento de agarrar,
sendo que os meninos tendem a progredir em direção ao estágio
maduro e as meninas tendem a permanecer no mesmo estágio
elementar. Esses achados corroboram com os encontrados no
presente estudo.
Nas tabelas 03 e 04 estão apresentados os valores encontrados na
avaliação do produto (análise quantitativa) de desenvolvimento
motor, nos movimentos estabilizadores de equilíbrio com olhos
abertos (MEA), nos movimentos locomotores o saltar na horizontal
(MLS) e nos movimentos manipulativos de agarrar com as duas
mãos/ receber (MMR).
Tabela 03 - Média e desvio padrão do resultado da análise do
produto de
desenvolvimento motor, agrupados por idade.
Tabela 04 - Média e desvio padrão do resultado da análise do
produto de
desenvolvimento motor, agrupados por sexo.
Ao analisar-se os dados da tabela 03, desenvolvimento motor do
produto, sujeitos agrupados por idade, nos testes de equilíbrio
com olhos abertos, saltar na horizontal e receber com as duas
mãos, observa-se que os sujeitos com 6 anos de idade,
apresentaram valores médios superiores em relação aos sujeitos
com idade de 5 anos. Estudo feito por Copetti (1996), observou
que o tempo de permanência no movimento de equilíbrio com os
olhos abertos apresenta um aumento progressivo em função da
idade. O mesmo foi encontrado para o movimento de receber com as
duas mãos e o movimento de saltar na horizontal. Assim pode-se
inferir que quanto maior a idade da criança, melhor é o
desempenho no teste proposto. Esses achados corroboram com os
encontrados no presente estudo.
Ao analisar-se os dados da tabela 04, desenvolvimento motor do
produto, sujeitos agrupados por sexo, nos testes de equilíbrio
com olhos abertos, saltar na horizontal e receber com as duas
mãos, observa-se que os sujeitos do sexo masculino apresentam
valores médios superiores quando comparados com os sujeitos do
sexo feminino. Estes achados corroboram com os achados por
Copetti (1996), que encontrou índices médios superiores para o
sexo masculino em relação ao sexo feminino, nos movimentos de
saltar na horizontal e receber com as duas mãos. Assim pode-se
inferir que os sujeitos do sexo masculino apresentam melhor
desempenho motor através do produto nos referidos movimentos
(saltar na horizontal e receber), quando comparados aos sujeitos
do sexo feminino. Entretanto o mesmo autor, encontrou índices
médios superiores para os sujeitos do sexo feminino no movimento
de equilíbrio com os olhos abertos em relação aos sujeitos do
sexo masculino. Esses achados vem de encontro aos encontrados no
presente estudo.
Conclusão
O estudo permitiu as seguintes conclusões:
• Quanto ao processo de execução dos padrões fundamentais de
movimentos nos sujeitos com 5 anos de idade encontram-se no
estágio elementar do processo de desenvolvimento. Os sujeitos
com 6 anos de idade, encontram-se no estágio maduro no processo
de desenvolvimento motor para os movimentos de equilíbrio com
olhos abertos, e movimento manipulativo de receber com as duas
mãos. Para o movimento de equilíbrio com os olhos estão em sua
maioria no nível elementar do processo de desenvolvimento motor.
Assim pode-se inferir que as atividades praticadas pelas
crianças estão, na sua maioria, compatíveis com as necessidades
para que atinjam os padrões motores adequados para a faixa
etária. Sugere-se que os professores de Educação Física
responsáveis por esses sujeitos analisados, estimulem o
desenvolvimento dos padrões motores deficientes.
• Quanto ao produto dos testes de movimentos fundamentais os
sujeitos com 6 anos de idade, apresentam em média escores
superiores em relação aos sujeitos com idade de 5 anos. Assim
pode-se inferir que as crianças apresentam um crescente aumento
no escore dos testes em função da idade e com poucas diferenças
entre os sexos. Desta maneira conclui-se que o produto do
desenvolvimento motor está relacionado com as experiências e
vivências individuais de cada criança. Quanto maior o número de
experiências motoras de qualidade, maior será o desempenho nas
tarefas motoras realizadas por elas.
Referências bibliográficas
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Maturidade dos Padrões Fundamentais Estabilizadores de Crianças
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Física Escolar: Fundamentos de uma Abordagem Desenvolvimentista.
São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
O que é Flexibilidade ?
A preocupação e a necessidade de avaliar ou estimar valências
físicas como a flexibilidade têm impulsionado a comunidade
científica em estudos buscando esclarecer a relação entre o ser
humano, seu corpo, suas limitações, segundo o Dr. Cláudio Gil a
preocupação com uma qualidade física ligada a lassitude
ligamentar era fruto de preocupação e estudo por Hipócrates, por
volta de 400 a.C. e recentemente a primeira menção ao termo
"flexibilidade" segundo ARAÚJO, (1999, p. 25) na literatura
médica parece ter sido feito por BISHOP em 1859, mas pesquisas
sobre flexibilidade tomaram outra dimensão após as guerras
mundiais, pela quantidade de doentes, de amputados e feridos,
deixando um problema real para os médicos e pesquisadores da
área de reabilitação, com a necessidade de elucidação da
fisiologia humana e a importância da flexibilidade para a
solução desses problemas.
E com a elaboração de diversas publicações sobre o assunto e
artigos de revisão o conhecimento científico sobre essa valência
física começou a ser ampliado, mas ainda hoje continua a ser um
campo muito vasto para pesquisas, pela sua importância tanto no
campo da saúde, como seu papel fundamental importância nas
qualidades atléticas e no desempenho desportivo.
Quanto ao tema, não foi encontrado um consenso na elaboração de
seu conceito, sendo apresentado algumas das denominações
encontradas nesta revisão.
Flexibilidade
"é a capacidade de realizar movimentos em certas articulações
com apropriada amplitude de movimento"(BARBANTI,1994, p.129).
"Qualidade motriz que depende da elasticidade muscular e da
mobilidade articular expressa pela máxima amplitude de movimento
necessária para execusão de qualquer atividade física, sem que
ocorra lesões anatomo-patológicas"(ARAÚJO, 1987).
"Capacidade de movimentar as partes do corpo, através de uma
ampla variação de movimentos sem distensão excessiva das
articulações e ligamentos musculares (GETTMAN,1994 citado por
FARIAS JUNIOR & BARROS,1998).
"é a capacidade e a característica de um atleta de executar
movimentos de grande amplitude, ou sob forças externas, ou ainda
que requeiram a movimentação de muitas
articulações"(WEINECK,1999, p.470).
"é a qualidade física que condiciona a capacidade funcional das
articulações a movimentarem-se dentro dos limites ideais de
determinadas ações" (TUBINO,1984, p.181).
"é a amplitude máxima passiva fisiológica de um dado movimento
articular" (ARAUJO, 1999, P. 26).
Amplitude de movimento
"dimensão do deslocamento do corpo ou de seus segmentos entre
certos pontos, de orientação convencionalmente escolhida,
expressada em graus e unidades lineares." (FANALI,1981,p.49)
Alemão - BEWEGUNGSAMPLITUDE
Francês - AMPLITUDE DU MOUVEMENT
Inglês - AMPLITUDE OF MOVEMENT
A flexibilidade como valência física ou componente da aptidão
física é considerada como um importante componente da AFRS -
aptidão física relacionada a saúde( ACHOR JÚNIOR,
1994;1996;NAHAS, 1989; GUEDES&GUEDES,1995) e do desempenho
atlético (MATHEWS, 1980; HIGAJO et al.,1991;WEINECK,1999)
Componentes da Flexibilidade
Basicamente se manifeste de duas formas:
Flexibilidade estática - "o componente estático se refere à
amplitude máxima de um movimento."
Flexibilidade dinâmica -"o componente dinâmico refere-se á
resistência ou rigidez oferecida ao movimento dentro de uma
determinada amplitude"
(GHORAYEB & BARROS, 1999, p. 26)
Avalia-se a flexibilidade para:
Estabelecer parâmetros para prescrição de exercícios de
alongamento (trabalho de flexibilidade).
Identificar grupos músculos-articulares com pouca flexibilidade
possibilitando enfatizar aquelas regiões com exercícios de
alongamentos.
Avaliar a flexibilidade periodicamente é importante para
verificar as possíveis alterações na amplitude do movimento com
o passar dos anos.
Estabelecer correlação entre dores muscúlos-articulares ao
encurtamento músculo-tendíneo e relacionar a melhora do paciente
com o aumento da flexibilidade.
Identificar encurtamento músculo-tendíneo em sua fase inicial,
sendo mais fácil seu tratamento.
Conhecer a amplitude de movimento de várias articulações pode
ajudar nas comparações intra-grupo, entre indivíduos de mesma
faixa etária e sexo, com outras populações e ainda verificar se
há por exemplo, diferenças de flexibilidade entre um membro
dominante de outro não dominante.
Formas de medidas e avaliação da flexibilidade:
Os métodos para medida e avaliação da flexibilidade podem ser
classificados em função das unidades de mensuração dos
resultados:
Testes Angulares - "são aqueles que possuem os seus resultados
em ângulos (formados entre os dois segmentos corporais que se
opõem na articulação), a medida dos ângulos é denominada de
goniometria e tem sido o método mais freqüentemente utilizado na
literatura sobre flexibilidade e mobilidade articular."
Instrumentos
1 - Flexômetro de Leighton
2 - Fleximeter - (Baseado no Flexômetro de Leighton)
3 - Eletrogoniômetro
4 - Goniômetro - (Goniometria)
Tabelas quanto o uso do Goniômetro
American Academy of Orthopaedic Surgeons
Kendall e McCreary
Hoppenfeld
American Medical Association
(Fonte: Avaliação Médica e Física - 2000, p. 172 A Prática da
Avaliação Física - 1999, p. 150 Manual de Goniometria - 1997)
Testes Adimensionais - "são os testes de flexibilidade como
adimensional quando não existe uma unidade convencional , tal
como ângulo e centímetros, para expressar o resultado obtido,
como regra, eles não dependem de equipamentos, utilizando-se
unicamente de critérios ou mapas de análise preestabelecidos."
1 - Testes de Carter - Wilkinson e Beighton - Horan
Fonte: O Exercício - 1999, p. 29
2 - Flexiteste - Original (20 movimentos analisados)
Fonte: Medidas e Avaliação em Ciências do Esporte - 1998, p. 134
3 - Flexiteste - Adaptado (8 movimentos analisados)
Fonte: Fisiologia e Avaliação Funcional - 1998, p. 241
Testes Lineares - "se caracterizam por expressar os resultados
em um escala de distância, tipicamente em centímetros ou
polegadas, utilizam primariamente de fitas metálicas, réguas, ou
trenas para a mensuração, os testes lineares apresentam como
pontos fracos a incapacidade de dar uma visão global da
flexibilidade do indivíduo e a provável interferência das
dimensões antropométricas sobre os resultados dos testes."
(Banco de Wells)
1 - Sentar-e-alcançar - "Seat and Reach Test (Johson e Nelson,
1979)
Fonte: A prática da Avaliação Física - 1999, p. 131
2 - Extensão de tronco e pescoço - "Trunk-andreck Extension Test
Fonte: A prática da Avaliação Física - 1999, p. 132
3 - Afastamento Lateral dos membros inferiores - " Side Split
Tese (Johson e Nelson,1979)
Fonte: A prática da Avaliação Física - 1999, p. 133
4 - Teste de Schoberlike - avaliar coluna cervical Teste de
Schober - avalia a coluna torácica e lombossacro Teste de Ott -
avalia a coluna torácica e lombossacro
Fonte: Avaliação Médica e Física - 2000, p. 167
5 - Teste de tocar os dedos para Flexibilidade do Manguito
Rotador
Fonte: O manual do Personal Trainer - 1999, p. 171
6 - Teste de Senter e Alcançar (Adaptado - sem banco)
Fonte: Programa de Condicionamento Físico da ACSM - 1999, p. 3
7 - Teste de sentar e alcançar - Wells & Dillon - 1952
Fonte: Avaliação Física - José Fernandes Filho - 1997, p. 58
8 - Teste de Amplitude de Movimento das Costas Passivo
Fonte: Manual do Instrutor de Condicionamento Físico para a
Saúde - 2000, p.222
9 - Teste de Amplitude de Movimento das Costas Ativo
Fonte: Manual do Instrutor de Condicionamento Físico para a
Saúde - 2000, p.222
10 - Testes Combinados de Flexão do Tronco e da Articulação do
Quadril de Calliet
Fonte: Manual do Instrutor de Condicionamento Físico para a
Saúde - 2000, p.222
11 - Teste de Sentar e Alcançar de Hopkins e Hoeger
Fonte: Manual do Instrutor de Condicionamento Físico para a
Saúde - 2000, p.222
12 - Teste de Sentar e Alcançar Modificado
Fonte: Manual do Instrutor de Condicionamento Físico para a
Saúde - 2000, p.222
(Classificação citada nas obras Avaliação e Prescrição de
atividade Física - 1996, p. 95;Medidas e avaliação em ciências
do esporte, 1998, p. 133; O Exercício - 1999, p. 27; A prática
da avaliação Física, 1999, p. 131)
BATERIAS DE TESTES NACIONAIS E INTERNACIONAIS
EUROFIT - 1982 - Teste de sentar e alcançar (banco)
EUROFIT - 1988 (Agilidade) Flexão do Tronco a frente em Posição
sentada - FTF (banco)
FITNESS NA LIFESTYLE - 1983 Teste sentar e alcançar
American Academy of Orthopaedics Sugeons - 1965 Bateria de
Testes de Flexibilidade Estática
CANADIAN STANDARDIZED TEST OF FITNESS (CSTF) Teste de Sentar e
Alcançar (banco)
AAHPERD - 1980 Teste de Sentar e Alcançar
Data da Publicação: 13/03/2002
Referências Bibliográficas
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Janeiro:
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Exercício e do
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O Exercício:
Preparação
fisiológica - Avaliação Médica - Aspectos Especiais e
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HOWLEY, Edward, FRANKS, B. Dom Manual do Instrutor de
Condicionamento Físico
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São Paulo: Manole, 1987
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prescrição de atividade
física: guia prático. Rio de Janeiro: Shape. 1996.
MARQUES, Amélia Pasqual. Manual de Goniometria. São Paulo:
Manole. 1997.
MATHEWS, D.K. Medida e Avaliação em Educação Física. 5º ed. Rio
de
Janeiro: Interamerica. 1980
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Exercícios na
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TUBINO, Gomes . Metodologia Cientifica do Treinamento
Desportivo. São Paulo:
Ibrasa, 1984.
WATSON, A . W.S. Aptidão Física e Desempenho Atlético. Rio de
Janeiro:
Guanabara Koogan.1986
WEINEK, J. Biologia do Esporte. São Paulo: Manole, 1991.
Artigos de Revisão Sugeridos
ACHOUR JÚNIOR, A. Flexibilidade. Revista da Associação dos
Professores de
Educação Física de Londrina. Londrina, v.9 n. 16, 1994 p. 43-52
FARAIAS JÚNIOR, J. C.; BARROS, M. V. G. Flexibilidade e Aptidão
Física
Relacionada à Saúde. Corporis, Recife, v.3 n.1, 1998
SILVA, S. C.; MATSUDO, V. K.R.; RIVET, R. E.;
Flexibilidade e
Aptidão Física:
Revisão de Literatura. Revista Brasileira de Ciências do
Esporte, São Paulo, v. 6 n.2,
1985, p.158-165
Obras Sugeridas:
ACHOUR JÚNIOR, A. Bases para o exercícios de alongamento
relacionado com a
saúde e no desempenho atlético. Londrina, PR: Midiograf,1996
ACHOUR JÚNIOR, A. Flexibilidade Teoria e Prática. Editora
Atividade Física
ALTER, Michael J. Ciência da Flexibilidade. Rio Grande do Sul,
ARTMED
DANTAS, Estélio. Flexibilidade, Alongamento e Flexionamento. Rio
de Janeiro, Shape
TOBIAS, Maxine, O livro do Alongamento Completo. Manole
Obras sugeridas quanto a prescrição de exercícios de
flexibilidade:
ACHOUR JÚNIOR, Abdallah. Flexibilidade:teoria e prática
ALTER, Michael J. Alongamento para os esportes. São Paulo,
Manole
ANDERSON,Bob. Alongue-se.Editora Summus
ANDERSON,Bob. Alongue-se no Trabalho. Editora Summus
GEOFFROY, Christiphe. Alongamento Para Todos Quando ? Porque
?.Manole
McATEE, Robert E..Alongamento Facilitado po FNP. Manole
NOGUEIRA, Écio Madeira. Alongamento para Todos os Esportes -
Editora Sprint
RODRIGUES, Tânia Lúcia. Flexibilidade e Alongamento. Editora
Sprint
Data da Publicação: 12/04/2002
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LER/Dort
correspondem a 70% das doenças do trabalho
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Cerca de 70% de todos os 62 mil casos de doenças
ocupacionais registrados entre 2001 e 2003 pela
Previdência Social são de LER/Dort e deixam inválidos,
em média, cinco mil trabalhadores por ano. Os números já
seriam alarmantes observando apenas os registros de
doenças ocupacionais, mas um levantamento inédito nas
estatísticas de auxílio-doença da Previdência Social,
feito a pedido do Jornal O Globo, mostra que são mais de
130 mil afastamentos do trabalho por ano.
As estatísticas, no entanto, refletem apenas a força do
trabalho que tem em carteira assinada. Os informais, que
correspondem por mais de 50%
da população trabalhadora, e os servidores públicos não entram
nas contas da |
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Previdência.
As mulheres são as que mais sofrem com as lesões
por esforço repetitivo, afirmou dr. Sérgio Gama, médico
Ortopedista e Cirurgião da Mão do Hospital 9 de Julho,
na última edição do programa "Falando em Saúde",
promovido pelo Hospital.
Entre as principais causas das LER estão o uso
repetitivo ou forçado de grupos musculares, postura
inadequada e fatores adicionais, tais como frio e
estresse emocional. As lesões podem ter origens
ocupacionais e por práticas esportivas, sendo as
ocupacionais as mais recorrentes. As LERs podem afetar
tendões, músculos, nervos,
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fáscias e ligamentos, de forma isolada ou conjunta, atingindo
principalmente os membros superiores (braços e mãos),
região escapular (parte alta das costas) e pescoço.
Para prevenir as LERs é importante cadenciar toda
atividade repetitiva, executando micropausas freqüentes
numa razão mínima de 25 minutos de trabalho para 1
minuto de pausa, executando alongamentos para
relaxamento. A correção de posturas corporais
desfavoráveis com a adequação de máquinas, mobiliários,
equipamentos e ferramentas às características corporais
também auxilia na prevenção.
Fonte: JC Online - 10/10/05 |
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