MOVIMENTOS DO COTIDIANO
Para desempenharmos os movimentos do cotidiano é necessário um certo nível de aptidão física, inclusive flexibilidade, afirma MONTEIRO (1999) que ressalta a flexibilidade como um dos mais importantes componentes da aptidão física, para manter o condicionamento necessário para a vida cotidiana.

SAIBA PORQUE A GINÁSTICA NA EMPRESA É BOA PARA VOCÊ !
Na atualidade, o mercado, ao mesmo tempo em que expõem os indivíduos a níveis elevados de tensão e estresse, têm voltado suas discussões para programas de qualidade de vida e prevenção de doenças. Essas discussões tornam-se ainda mais evidentes e necessárias, à medida que são observados a influência positiva e os diversos benefícios do investimento na saúde e qualidade de vida do profissional (funcionário) junto aos objetivos de crescimento da empresa, garantindo, conseqüentemente, qualidade em prestação de serviços e produtos, bem como no processo de produção e execução de serviços.
A Ginástica Laboral é mais uma ferramenta disponível dentro da ergonomia desenvolvida em uma empresa, no sentido de prevenir as doenças ocupacionais, contribuindo para melhoria da qualidade de vida dos funcionários. Hoje, produzir mais e melhor, sem desenvolver danos à saúde dos trabalhadores, não se trata de uma utopia. Se tomarmos como exemplo os modelos de empresas estrangeiras, é cada vez maior o número de adeptos que descobrem, nos Programas de Ginástica Laboral, um meio eficaz e saudável de reduzir os casos dessas doenças ocupacionais.
O Programa de Ginástica Laboral, permite colaborar e orientar as pessoas, para viverem melhor exercendo seu papel no setor em que estão inseridas, em parceria com a Atividade Física Orientada, ou seja, cada profissional dentro da empresa, independente de sua posição hierárquica ou função exercida, pode analisar e reavaliar seu modo de pensar, agir, organizar seu tempo e espaço, prevenindo os grandes vilões que causam males a saúde, os quais chamamos de estresse.
Como o próprio nome sugere, a Ginástica Laboral, se caracteriza por uma atividade desenvolvida no ambiente de trabalho, atuando de forma preventiva e terapêutica, através de exercícios que vão compensar as estruturas utilizadas durante a função e ativar outras que não estejam sendo solicitadas. Durante este trabalho o objetivo maior é prevenir o L.E.R /D.O.R.T. O grande campeão de afastamentos dos empregados das empresas, desenvolvidos pela fadiga decorrente da tensão e repetitividade dos movimentos, prejudicando as articulações, músculos, nervos, etc...

Dentre as atividades propostas pelo Profissional de Educação Física nesse trabalho destacamos:
- Atividades de curta duração (10-15 minutos);
- Atividades de pouca exigência física (Ex: alongamentos, relaxamento, recreação e consciência corporal no ambiente de trabalho);
- Atividades desenvolvidas no próprio local de atividades do funcionário.

Essas Atividades podem ser divididas basicamente em:
- Ginástica Preparatória ou de Aquecimento: realizada antes de iniciar o trabalho. São executadas para preparar as estruturas que serão solicitadas durante as tarefas dentro da empresa.
- Compensatória ou de Pausa: São atividades realizadas em pequenos intervalos durante o expediente. Elas teen o objetivo de compensar as estruturas que estão sendo utilizadas no processo produtivo, diminuindo as tensões do trabalho repetitivo, posturas erradas, proporcionando ao indivíduo condições de perceber seu corpo, suas condições físicas e psicológicas.
- Ginástica de Relaxamento ou Final de Expediente: Como o próprio nome já sugere, são atividades realizadas ao término das atividades do funcionário dentro da empresa. Seu objetivo maior é aliviar a sensação de cansaço e tensão muscular, e proporcionar uma integração social no ambiente de trabalho.

Benefícios à Saúde:
- Diminuição na fadiga muscular;
- Melhora da condição física geral, social (melhora nos relacionamentos interpessoais no ambiente de trabalho);
- Correção nos vícios posturais;
- Melhora na disposição do trabalhador ao iniciar e ao retornar ao trabalho;
- Diminuição de patologias e casos de L.E.R /D.O.R.T.
- Redução nos níveis de estresse e tensão geral;

Benefícios e Retornos a Empresa:
- Diminuição no número de acidentes de trabalho;
- Redução nos gastos com serviços médicos;
- Diminuição de faltas ao trabalho por motivo de doenças;
- Diminuição na rotatividade de funções favorecendo a especialização;
- Aumento na produção e lucro das empresas;
- Aumento de satisfação do empregado no ambiente de trabalho.

Desenvolver um programa de Ginástica Laboral na empresa é perceber que um todo é feito de partes, as quais se interagem para uma construção do sucesso. É tomar parte na construção de uma sociedade mais justa e igualitária onde a preocupação maior seja a busca de uma vida melhor para todos.


Musculação

Um breve esclarecimento.

O treinamento contra resistência melhora dois componentes da boa forma física: força muscular e resistência muscular.
A força muscular é o máximo de força que um músculo pode gerar. A resistência muscular é a habilidade de sustentar repetidas contrações. Para melhorar a resistência muscular, deve-se unir o treinamento de força e atividade aeróbia.
o treinamento de força produz muitos benefícios:
1. Ele aumenta a força dos músculos e a densidade dos ossos, ajudando a prevenir lesões.
2. Devido aos exercícios, a um aumento da taxa metabólica, o que exige maior queima calórica para gerar energia.
3. Melhora a habilidade física e apresentação atlética.
4. Melhora a auto-estima.
Um dos resultados mais desejáveis do treinamento contra resistência (musculação), é a mudança na composição corpórea. Existem vários estudos que estabelecem, que os programas de perda de peso, melhor sucedidos em longo prazo, incluem o treinamento contra resistência (musculação).
As pessoas que estão começando uma atividade física, devem estar se perguntando: Como se exercitar de modo mais efetivo? Segue a seguir, uma recomendação mínima para que você possa ver resultados:
• Frequência - Mínimo de duas vezes por semana.
• Exercícios - Mínimo de 01 por grupo muscular.
• Repetições - 8-12 repetições por série.
Em estudos, diferentes grupos de pessoas que treinaram dois, três, ou quatro dias por semana, tiveram excelentes ganhos. Para quem está começando, 35 minutos de exercícios dois dias por semana, serão mais do que suficiente para melhorar o desempenho físico. Os exercícios, devem ser divididos em séries. Essas, podem ser divididas em, duas, três ou mais. O número de séries para cada exercício, deve ser elaborado de acordo com a necessidade de cada individuo.
As repetições, são o número de vezes que a pessoa vai erguer o peso em cada exercício. O peso ideal, é aquele que seja suficiente para produzir fadiga no músculo já nas últimas repetições. Em geral, 10 repetições em cada exercício darão bons resultados.
Como você vai fazer um trabalho muscular intenso, trabalhe primeiro os grupos de músculos grandes, como peitorais e dorsais, para somente então trabalhar os músculos pequenos, como os bíceps e tríceps.
A velocidade de execução dos exercícios é muito importante. Os treinamentos conta resistência devem ser feitos com movimentos cuidadosamente controlados para prevenir danos. Você verá mais rapidamente e melhores resultados se erguer o peso lentamente tanto na parte positiva como na negativa do exercício. É verdade que movimentos rápidos permitem o uso de pesos mais elevados, mas por causa do princípio de impulso, esses movimentos acabam exigindo um menor esforço muscular. Então, é melhor pôr seu ego em uma gaveta e praticar repetições de qualidade.
Se você estiver fazendo três ou mais exercícios para cada grupo muscular, procure descansar pelo menos 48h, antes de voltar a trabalhar o mesmo músculo, assim você dará tempo para que o mesmo se recupere. Não se esqueça que o excesso de treino pode levar a lesões.
Os exercícios nos aparelhos, são melhores para novatos. Eles visam manter a posição correta de corpo durante o movimento, permitindo maior controle. Eles são completos, fáceis de usar e mais seguros que pesos livres.
Os pesos livres são melhores, mas exigem maior instrução e prática. O equilíbrio é fundamental quando se trabalha com pesos livres.
Indiferente a usar máquinas ou pesos livres, procure fazer movimentos completos. Inspire durante a parte negativa e expire quando estiver na fase positiva do movimento.
Sua meta deve ser uma progressão gradual. Sempre que houver dúvidas procure o seu professor, ele está na academia justamente para ensinar as técnicas corretas de execução. Procure fazer os exercícios de maneira correta, que certamente você verá grandes resultados!


Volume Muscular:
Embora muitas atividades físicas aumentem a massa muscular, nos esportes e no trabalho, o treinamento resistido (contra resistência, geralmente oferecida por pesos) é o estímulo mais eficiente para essa finalidade, justificando que seja conhecido na área esportiva como musculação. Nas academias, onde as pessoas costumam ter o objetivo de melhorar a forma do corpo, o aumento da massa muscular é fundamental. Mesmo as mulheres que não desejam ficar musculosas precisam aumentar o volume dos músculos para modelar o corpo.
Todas as pessoas conseguem aumentar o volume muscular com o treinamento resistido, embora alguns tenham mais dificuldades do que outros. Como acontece com todas as variáveis biológicas, a facilidade para aumento de massa muscular tem uma distribuição típica na população: poucas pessoas têm muita facilidade, poucas pessoas têm muita dificuldade, e a maioria se situa em uma faixa intermediária onde o aumento de volume muscular ocorre, mas sem atingir valores excepcionais.
Evidentemente que os campeões de musculação são pessoas que reagem melhor do que a maioria, e os seus altos níveis de massa muscular são inatingíveis para a maioria das pessoas. O desconhecimento dessa realidade da natureza faz com que muitas pessoas tenham sonhos impossíveis, principalmente no caso de jovens recém iniciados na musculação.

MECANISMOS FISIOLÓGICOS
A compreensão dos mecanismos fisiológicos envolvidos no aumento do volume muscular pode ajudar na adoção de condutas sensatas e evitar as que podem colocar em risco a saúde das pessoas.
• Para que os músculos aumentem de tamanho, o processo mais importante é a hipertrofia. O treinamento contra resistências produz uma sobrecarga nos músculos que pode ser chamada de tensional. A tensão ocorre nos músculos que se contraem contra resistências, e o seu primeiro efeito é alterar a permeabilidade da membrana celular aos íons cálcio, que assim migram para dentro da fibra muscular.
• O aumento da concentração de cálcio, ativa proteases miofibrilares, as enzimas que destroem as miofibrilas. Estas são os filamentos protéicos que compõem a maior parte da estrutura muscular. Portanto, durante os exercícios ocorre a destruição de miofibrilas, o que significa a perda de massa muscular.
• No descanso que se segue aos exercícios as miofibrilas são refeitas por síntese protéica, e esse processo tende a ser de maior magnitude do que a destruição durante o treino. Assim sendo, após o período de recuperação, tende a ocorrer um aumento de massa muscular.
• Todavia, se a destruição de miofibrilas durante os exercícios for muito acentuada, a recuperação poderá ser suficiente apenas para a reposição da massa perdida, sem que possa ocorrer aumento do volume muscular.

A síntese de proteínas após os exercícios é estimulada pelos chamados hormônios anabólicos do organismo: GH (hormônio do crescimento), TESTOSTERONA (hormônio sexual masculino) e INSULINA (hormônio que atua na absorção de glicose pelas células).
• O GH é formado por aminoácidos, e estimulado pelos exercícios intensos, pelo sono e pela hipoglicemia. A testosterona é sintetizada a partir do colesterol, e estimulada pelo treino pesado. A insulina também é formada por aminoácidos e é estimulada pela ingestão de carboidratos.
• Excesso de treinamento deprime a testosterona. Portanto, os estímulos anabólicos máximos ocorrem no treinamento com pesos quando
- a duração da sessão é em torno de uma hora.
- os pesos são difíceis.
- o descanso é otimizado.
- o sono noturno é suficiente para recuperar as energias.
- e quando a ingestão de carboidratos, proteínas e gorduras ocorrer de forma adequada, como veremos posteriormente.
A adequada ingestão de carboidratos e água também permite uma boa hidratação dos músculos, facilitando a síntese protéica e contribuindo diretamente para o volume muscular.
Com a observação dos princípios especificados acima, todas as pessoas apresentarão aumento da massa muscular. Muitas pessoas conseguem aumentar vários quilos de músculos em poucos meses. Mulheres idosas chegam a aumentar 10 % do seu volume muscular em poucos meses de treinamento. Homens jovens aumentam muito mais, mas não todos.

LIMITAÇÕES GENÉTICAS
Algumas pessoas têm dificuldades genéticas, que podem ser agravadas pelo treinamento excessivo, pouco intenso ou muito irregular, pela má alimentação, por falta de descanso físico, e por excesso de tensões emocionais que estimulam o hormônio catabolizante cortisol.
A intimidade das limitações genéticas para aumento da massa muscular é desconhecida. Os mecanismos podem estar ligados à síntese protéica deficiente, receptores hormonais em menor número, níveis excessivos de substâncias inibidoras do crescimento celular, má absorção de nutrientes, e menor número de fibras na composição dos músculos esqueléticos.

DROGAS ANABOLIZANTES
A crescente utilização das drogas anabolizantes contribuiu para uma má compreensão do aumento de volume muscular induzido por exercícios. Atualmente não existem dúvidas de que essas drogas favorecem a hipertrofia muscular, e talvez outros processos ainda pouco conhecidos como a hiperplasia, que vem a ser o aumento do número de fibras musculares.
No entanto, muitos acham que o aumento de volume muscular não pode ocorrer sem o uso de drogas anabolizantes o que não é correto. Com esta concepção, quando alguém aumenta rapidamente o volume muscular, o efeito é atribuído às drogas, e quando alguém aumenta pouco, a explicação dada é a ausência das mesmas.
O alto nível de massa muscular dos campeões de musculação muitas vezes é atribuído ao uso de drogas, sem a lembrança dos fatores genéticos e da dedicação do atleta ao treinamento e à alimentação. Na realidade, as drogas não fazem campeões. Caso o fizessem, as academias estariam cheias de campeões. Muitas pessoas aumentam muito a massa muscular sem o uso de drogas, e algumas, felizmente poucas, têm tanta dificuldade que seus resultados são medíocres mesmo com a utilização dessas substâncias.

O treinamento correto, com alimentação e descanso adequados, darão excelentes resultados para a maioria das pessoas. Quando alguém não reagir bem com esses estímulos naturais, dificilmente terá resultados muito diferentes com drogas. Muitos veteranos da musculação ficam desconcertados quando alguém pergunta o que ele tomou para ter o físico que apresenta.
A maioria das pessoas que têm na musculação uma filosofia de vida encaram a atividade como uma forma de autoconhecimento, e sentem-se estimulados pelo desafio de tentar superar seus próprios limites com os recursos que a natureza lhes deu. Para muitos, o prazer está em tentar ter 50 centímetros na circunferência dos braços, não em consegui-los a qualquer preço.

ASPECTO TRISTE
O aspecto triste da má compreensão dos fenômenos envolvidos no aumento de volume muscular é que muitos jovens estão sendo levados ao uso de drogas poderosas, com potenciais efeitos lesivos à saúde, sem necessidade.

OS MELHORES EXERCÍCIOS PARA VOLUME:
É conhecido o fato de que muitos bodyduilders famosos treinam com os colegas powerlifters durante o "off season". Nesta fase, o interesse deles é aumentar o volume dos músculos, não importando muito a forma; para isto, treinar pesado é fundamental.
Exercícios básicos sempre foram sinônimo de grandes músculos e quando se estiver levantando alta carga nos chamados básicos, sem dúvida se estará dotado de respeitável massa muscular.
Outros "substitutos" ou "complementares" poderiam ser relacionados, mas os adiantes descritos são os mais usuais. Atualmente encontram-se no mercado equipamentos modernos, que simulam muito bem os exercícios básicos, geralmente com cargas livres (anilhas) e que até oferecem vantagem sobre as barras e os halteres no que se refere ao conforto, trabalhando os músculos sem traumas articulares.

PROGRAMAS DE TREINAMENTO PARA VOLUME MUSCULAR
1. Um Programa Completo Básico para Volume
Se você tem muita dificuldade para aumentar o peso corporal, experimente este programa mínimo:
Exercício: Séries Repetições
Agachamento completo com Barra 4 - 5 12-10-08-06-06
Levantamento da Terra 3 - 4 10-08-06-06
Remada curvada 3 - 4 10-08-08-06
Desenvolvimento Supino 4 - 5 10-08-08-06-06
• As primeiras séries de cada exercício devem ser mais leves, servindo como aquecimento.
• Nas subseqüentes, utilize cargas máximas para as repetições propostas.
• Descanso entre séries: 2 minutos, em média, para poder manejar o mesmo peso, ou até mais, na série seguinte.
• Treine DUAS, no máximo TRÊS vezes por semana.
• Cada treino não deve ultrapassar 50 minutos.
• Intervalo entre treinos: um ou dois dias.
Você pode perguntar: "Mas se é um programa completo, onde estão os exercícios para braços, ombros, panturrilhas, posteriores da coxa etc..."
Explico: Os Exercícios Básicos, também chamados de "Compostos", usam o sinergismo de vários grupos musculares, vejam quais:
Agachamento Terra Remada Supino
Quadrícepscruraisglúteosadutoreslombares Lombarescruraisglúteosquadrícepstrapéziosgrande dorsalredondosbíceps braquialbraquioradial Grandes dorsaisredondosrombóidesdeltóide posteriorlombaresglúteoscruraisbíceps braquialbraquioradial Peitoral maiordeltóide anteriortríceps braquialserrátil anterior
Viram? Todos os músculos foram trabalhados, inclusive os abdominais e panturrilhas são requisitados nestes exercícios, como estabilizadores. Para aumentar de tamanho, os grandes grupamentos são os mais importantes. Ninguém cresce apenas fazendo braço.
Esta programação serve para iniciantes, intermediários, avançados e atletas competidores em "off", que buscam maior volume. Se não acredita, experimente durante um ou dois meses.

2. Um Programa Dividido em Duas Partes:
Treino A Treino B
Agachamento c/ BarraLeg PressLevantamento da TerraRemada Curvada Desenvolvimento Supino com BarraDesenvolvimento Inclinado com HalteresDesenvolvimento com Barra por FrenteRosca Direta com Barra
No programa em duas partes, as séries serão em torno de 4 a 6 e as repetições, sempre entre 10 e 06, salvo as iniciais, que são consideradas de aquecimento.
Observem que no Programa 2, o volume de treinamento é bem maior do que no Programa 1, provocando um desgaste maior nos músculos. Dependendo do seu potencial de recuperação, o Programa 2, poderá ser excessivo. Caso não obtenha bons resultados, faça o Programa 1 ou reduza o número de séries e os dias de treinamento do Programa 2.
3. Um Programa Dividido em Três Partes:
Treino A Treino B Treino C
Coxa / PanturrilhasAgacham. CompletoLeg PressStiffElev. Ponta dos Pés Peito / CostasDesenv. SupinoDesenv. Incl. c/ Halt.Remada CurvadaPux. Alto p/ frente Ombro / BraçoDesenv. à frente c/ barraElevações LateraisExt. Tríceps TestaRosca Direta
Opções de Freqüência Semanal
Treino A............... 2as e 5as. feiras
Treino B............... 3as e 6as. feiras
Treino C............... 4as e sábados
ou Treinamento de 3 a 6 vezes por semana, alternado os treinos A, B e C
ou 3 x 1 ( 3 dias seguidos de treino, descanso no 4º dia )
3 x 2 ( 3 dias de treino, 2 de descanso )
As séries serão de no mínimo 3 e no máximo 6, dependendo da freqüência semanal. As repetições estarão na faixa considerada melhor para hipertrofia, que se situa entre 06 e 12.
Novamente é recomendável não se exceder no volume total do treinamento. Se você treinar todos os dias, faça menos séries e sessões mais curtas (uns 30 ou 40 minutos, no máximo). O repouso entre séries deve ser suficiente para que os músculos se recuperem (de 1 a 2 minutos). Intensidade sempre alta.

IMPORTANTE:
As sugestões dadas são exemplos básicos de programas para volumen muscular que sempre funcionam.
Você pode adaptar, trocar os exercícios, realizar mais ou menos sessões e fazer outras adaptações, mas lembre-se: o treinamento é catabolizante, o repouso e a boa alimentação são anabolizantes. Para bons resultados, "mais" não significa "melhor". Os exercícios são uma agressão aos músculos, porém necessária para estimular os processos de defesa do organismo, que desta forma desenvolve músculos e força para poder suportar o trabalho pesado. Saber dosar o volume e a intensidade do treinamento é fundamental para alcançar a chamada "super compensação" e manter-se em anabolismo.
Por derradeiro, se você preferir treinar todos os dias, e uma vez por semana cada grupo muscular, nossa sugestão para divisão do seu treinamento é:
Segunda....... Peito
Terça........... Costas
Quarta......... Coxas
Quinta......... Ombro / Panturrilhas
Sexta.......... Braços
Sádado........ Descanso
Domindo....... Descanso

Se as programações acima sugeridas não derem bom resultado para você, a primeira providência é: TREINAR MENOS. Depois, verifique se está se alimentando corretamente.


Flexibilidade - Métodos de trabalho

Não se pode comparar a flexibilidade da população normal com a de atletas. Um alto grau de mobilidade em determinados movimentos articulares favorece o aprendizado ou aperfeiçoamento de alguns atos motores desportivos.

Estado de treinamento - influência direta do fenótipo sobre o genótipo fazendo com que indivíduos em fase inicial de treinamento tenha aumentada sua flexibilidade em qualquer idade em resposta ao treinamento (estimulo exógeno).

Atividades como Meditação influenciam o tônus neurogênico, a atividade basal e propiciam uma descontração, que vai interferir positivamente na melhora da flexibilidade.

Nem sempre é apropriado acreditar se maior a flexibilidade melhor à saúde músculo-articular.

Em exercícios buscando saúde a segurança e a moderação são uma boa opção.

Quanto aos métodos de trabalho da flexibilidade:

Exercícios leves - levam ao aquecimento dos músculos e das estruturas articulares, provocando uma diminuição na viscosidade intracelular e intra-articular, além de proporcionarem um considerável aumento da espessura da cartilagem articular, evitando assim seu desgaste e diminuindo o risco de lesões.

Os exercícios de flexibilidade de baixa intensidade, devem ser utilizados ao início e ao final de uma sessão de treinamento, seja de preparação física, técnica ou tática.

Método Ativo - ao se exercitar sae de uma posição precisa á outra, lentamente, permanecendo ao final por um período naquela posição.

Método Passivo - Movimentos com a ajuda de um companheiro, aparelhos ou gravidade

Exercícios intensos - aumentam o tônus miogênico agudo por acumulo de catabólicos e aumento da circulação local, provocando um encurtamento do músculo em questão, ao mesmo tempo em que os propriceptores sobrecarregados não respondem corretamente aos estímulos, aliados à diminuição de enzimas musculares e das concentrações de ATP no músculo, fazendo com que a capacidade de relaxamento fique retardada e aumentando os riscos de lesão.

Os exercícios de flexibilidade de alta intensidade só devem ser aplicados após um bom aquecimento, que deverá incluir exercícios de flexibilidade de baixa intensidade.
Métodos Ativos:

Método Balístico - Consiste em executar um movimento de forma explosiva, procurando dessa forma atingir o limite da articulação. Na medida em que o segmento se aproxima do limite articular, perde velocidade em função da resistência elástica dos componentes articulares. É muito suscetível a lesões, mas comum em alguns esporte como lutas e dança

Método de Insistência - ë executado de forma menos explosiva que o primeiro, porém, ao final do movimento, quando os componentes elásticos e neuromusculares provocam o retorno, do segmento à posição inicial, procura-se insistir o movimento de amplitude máxima por várias vezes.

Métodos Passivos:

Movimentos com a ajuda de um companheiro aparelhos ou da ação da gravidade de acordo com a sensação subjetiva de dor.

Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (Método ativo/passivo) -esse método é calcado no acionamento do fuso muscular durante a primeira fase, que ira provocar uma contração involuntária. Logo após, o individuo somará a essa contração, a sua contração volitiva, acionando o órgão tendinoso de golgi, que irá provocar um relaxamento reflexo.o resultado desse método é um aumento de flexibilidade com grande trabalho de plasticidade.Os ganhos de flexibilidade são espantosos.

(O Tônus Muscular pode ser dividido em dois tipos de tônus muscular o Miogênico e o Neurogênico onde o tônus muscular miogênico (passivo) poder ser resultado de uma sessão de treinamento (Tônus muscular agudo) ou resultado de adaptações normais ao treinamentos (Tônus muscular crônico).
O Tônus muscular neurogênico (ativo), é fruto da atividade reflexa do sistema nervoso em função de respostas ã proprioceptores ou à somatização de estresse psíquico)

Outra classificação proposta de acordo com os seus métodos de execução:

Lento - método lento é realizado o movimento de forma lenta e gradativa (passiva, assistida ou ativa) até alcançar a amplitude máxima, caracterizado pelo ponto de surgimento da dor ou desconforto

Rápido - são os exercícios que são feitos em velocidade, alcançando rapidamente a amplitude máxima, quando esse exercício é feito com o uso deliberado da força da gravidade para maior velocidade, costuma-se denominar método balístico.

Apoiados na teoria (FNP) - Facilitação Neuronal Proprioceptiva - exercícios que se caracterizam por envolver duas ou mais fases onde há alternância de exercícios ativo e passivo, objetivando conseguir um grau de amplitude articular maior do que o habitual às custas do relaxamento da estrutura contrátil muscular.

Recomendações gerais sobre a prescrição de exercícios relacionado com a flexibilidade:

Quadro comparativo de diretrizes para Prescrição:
 
Autores Freqüência Intensidade Duração
ACMS
(1995)
3 sessões Mínimo desconforto em relação a dor muscular De 10 a 30 segundos
HALL
(1993)
- Mínimo desconforto em relação a dor muscular De 10 a 20 segundos
WEINC
(1991)
- Mínimo desconforto em relação a dor muscular De 10 a 15 segundos
HOEGER, HOEGER
(1994)
2 a 6 sessões Mínimo desconforto em relação a dor muscular De 10 a 60 segundos
DANTAS
(1984)
3 sessões Mínimo desconforto em relação a dor muscular De 20 a 30 segundos
POLLOCK, WILMORE
(1993)
- - De 10 a 60 segundos
SBME
(1999)
- Mínimo desconforto em relação a dor muscular De 10 a 20 segundos


O Dr. Cláudio Gil recomenda alguns procedimentos a serem observados para a prescrição do trabalho de flexibilidade:

Realizar exercícios de forma lenta e gradativa até o ponto de desconforto leve, devendo então manter a posição por cerca de 10a 20 segundos, procurando concomitantemente relaxar voluntariamente a musculatura a ser alongada.
Incluir exercícios pelo método FNP (3S) quando houver um objetivo de aumentar de forma mais rápida a flexibilidade, especialmente para as articulações onde há restrição à mobilidade.
Incluir os exercícios de alongamento em toda sessão de exercícios físico, podendo fazê-lo na etapa inicial (aquecimento) e ou na parte final (esfriamento), sendo que nesta última é possível alcançar maiores amplitudes máximas.
Evitar os exercícios ou movimentos bruscos de mobilidade articular máxima (especialmente os balísticos) principalmente sem estar devidamente preparado por exercícios mais lentos e de menor intensidade.
Combinar sempre que possível às formas ativa e passiva de exercícios de flexibilidade, começando em sentido distal-proximal e dos movimentos mais simples para os mais complexos.
Realizar um conjunto de exercícios preferencialmente algo entre seis e 10 no mínimo três vezes por semana, que envolvam as principais articulações e movimentos nos dois dimídios corporais.
Aproveitar a etapa de exercícios de flexibilidade para relaxamento e não para sofrimento, todavia a atenção e concentração na execução para minimizar a chance de lesões.
Habituar-se a incluir exercícios de alongamento na sua rotina de atividades diárias, em casa, no trabalho, na escola etc.
Evitar desenvolver graus extremamente elevados de mobilidade articular sem ter a massa muscular adjacente concomitantemente desenvolvida.
Estar preparado para a ocorrência de dor muscular tardia (24 a 48 horas após), determinada parcialmente pelo desarranjo do esqueleto conectivo muscular, toda vez que reiniciar ou aumentar a intensidade dos exercícios de flexibilidade.
(GHORAYEB & BARROS, O Exercício 1999, pp. 32-33).
Data da Publicação: 13/03/2002


Desenvolvimento Motor

Introdução


A idade pré-escolar é considerada a fase áurea da vida, em termos de psicologia evolutiva, pois é nesse período que o organismo se torna estruturalmente capacitado para o exercício de atividades psicológicas mais complexas como, por exemplo, o uso da linguagem articulada. Para Rosa (1986), são muitas as formulações teóricas que têm concentrado grande soma de interesse nessa fase da vida humana. Quase todas as teorias do desenvolvimento humano admitem que a idade pré-escolar é de fundamental importância na vida humana, por ser esse o período em que os fundamentos da personalidade do indivíduo começam a tomar formas claras e definidas.

Do ponto de vista da teoria psicanalítica, este período da vida abrange dois estágios da evolução psicossexual: o estágio anal, cujas implicações para o processo evolutivo do ser humano são bastante acentuadas, e o estágio fálico, que representa o período em que tipicamente ocorre o chamado complexo de Édipo, um dos esteios da teoria de Freud. Para Erikson (1959), duas qualidades essenciais do eu emergem nessa fase evolutiva: autonomia e iniciativa. A cultura desempenha relevante papel na aquisição dessas qualidades fundamentais. As conquistas realizadas nesse período são de grande importância e determinarão o grau de competência que o indivíduo ordinariamente terá. Segundo a teoria de Piaget, a fase pré-escolar corresponde ao período pré-operacional do desenvolvimento cognitivo. As operações mentais da criança nessa idade se limitam aos significados imediatos do mundo infantil. A primeira fase desse estágio é caracterizada pelo pensamento egocêntrico. Na Segunda fase a criança começa a ampliar o seu mundo cognitivo, o que constitui o chamado pensamento intuitivo. Para Bruner citado por Rosa (1986), na fase pré-escolar o mundo é representado para a criança de modo iônico, ou seja, de modo visoperceptivo. Do ponto de vista da evolução do ser humano um fato importante nessa fase da vida é o processo de descentralização, que possibilita à criança a percepção de mais de um aspecto de dado objeto de uma só vez.

Para Enderle (1987), o período pré-escolar é denominado de fase mágica, dada à predominância, do pensamento fantástico que caracteriza a infância, ainda que a fantasia não persista ao longo de toda a fase que vai do segundo ao sexto ano de vida. Em torno dos quatro anos observa-se, inclusive, o interesse da criança por realizações concretas, o que coloca em dúvida a adequação do termo mágica. Aliás, o pensamento fantástico transiciona para o lógico de forma que em torno dos sete anos já ocorreu a inserção no concreto.

Segundo o mesmo autor, os acontecimentos mais marcantes na fase mágica são: a aquisição da marcha, da fala, da autonomia nos hábitos de higiene e alimentos. O fato de caminhar, por si só, representa um fator de desligamento da mãe, pois ao deixar o colo materno a criança começa a explorar o ambiente, elegendo entre o fazer e o não fazer, pode experimentar o seu universo pelo processo de ensaio e erro. Durante o segundo ano de vida a capacidade de falar progride de forma espantosa na maioria das crianças. Os meninos costumam atrasar a linguagem em comparação com as meninas. Estudos feitos por psicólogos, observam que existe, em muitos casos, uma correlação entre o desenvolvimento lingüistico e psicomotor. Esses se alteram, de modo que o progresso em uma atividade implica a diminuição temporária da outra. Quanto a educação para higiene e alimentação, foi tratada de forma ampla pela escola psicanalística inglesa, principalmente pelo grupo de pesquisadores da linha Kleiniana. O treino para a higiene dispensa rigor, pois basta o exemplo dos pais e a maturidade fisiológica e neurológica para que a criança por si só aprenda a utilizar o sanitário. O comportamento à mesa e as atitudes em relação a alimentação, constituem outro marco dessa fase, mais devido à ansiedade que a autonomia da criança causa aos pais, do que por si só, já que se a deixarmos se sujar e manipular os alimentos como material lúdico, o que é normal nesse período, nenhum prejuízo se verificará em seu desenvolvimento e, até o final da fase mágica, a criança adquirirá os hábitos de higiene alimentar, sem problemas.

São grandes e significativas as mudanças que ocorrem durante o período da chamada fase mágica, nas principais áreas de desenvolvimento motor, intelectual, emocional, afetivo e social. Em nosso estudo abordaremos o desenvolvimento motor, em especial na idade de 5 a 6 anos de idade.

O desenvolvimento motor é um processo contínuo e demorado e, pelo fato das mudanças mais acentuadas ocorrerem nos primeiros anos de vida, existe a tendência em se considerar o estudo do desenvolvimento motor como sendo apenas o estudo da criança. É necessário enfocar a criança, pois, enquanto são necessários cerca de vinte anos para que o organismo se torne maduro, autoridades em desenvolvimento da criança concordam que os primeiros anos de vida, do nascimento aos seis anos, são anos cruciais para o indivíduo (Tani et al.,1988). As experiências que a criança tem durante este período determinarão, por grande extensão, que tipo de adulto a pessoa se tornará (Hottinger apud Tani et al. , 1988). Mas não se pode deixar de lado o fato de que o desenvolvimento é um processo contínuo que ocorre ao longo de toda a vida do ser humano.

A organização do desenvolvimento se inicia na concepção, o domínio motor, afetivo-social (conduta pessoal-social) e cognitivo (conduta adaptativa e linguagem) vão se diferenciando gradualmente. Mas no início da seqüência, o comportamento motor é uma expressão de integração de todos os domínios. Este caráter do movimento indica o importante papel do domínio motor na seqüência de desenvolvimento do ser humano, mas isto leva às vezes à concepção de que o movimento é apenas um índice para medir outros domínios de comportamento (Tani et al,1988).

O desenvolvimento motor pode ser visto pelo desenvolvimento progressivo das habilidades de movimento, ou seja, a abertura para o desenvolvimento motor é dada através do comportamento de movimento observável do sujeito ( Gallahue & Ozmun, 1995; 2001). Em seu modelo teórico, Gallahue (1989), apresenta o desenvolvimento da transacionalidade, a interação indivíduo, ambiente e tarefa. Com os domínios, cognitivo, afetivo e motor, o autor descreve seu modelo desde a fase dos movimentos reflexos até a fase dos movimentos especializados. O processo de desenvolvimento motor é apresentado através das fases dos movimentos reflexos, rudimentares, fundamentais e especializados. Para cada fase do processo de desenvolvimento motor são indicados estágios com idades cronológicas correspondentes. Os movimentos para Gallahue & Ozmun (1995; 2001) podem ser caracterizados com estabilizadores, locomotores ou manipulativos, que combinam-se na execução das habilidades motoras ao longo da vida.

Nos movimentos estabilizadores, a criança é envolvida em constantes esforços contra a força de gravidade na tentativa de obter e manter a postura vertical. É através desta dimensão que as crianças ganham e mantém um ponto de origem na exploração que realizam no espaço. A categoria de movimentos locomotores, referem-se aos movimentos que indiquem uma mudança na localização do corpo em relação a um ponto fixo na superfície. Envolve a projeção do corpo em um espaço externo pela mudança de posição do corpo em relação a um ponto fixo da superfície. Caminhar, correr, saltar, pular ou saltitar são tarefas locomotoras. A categoria de movimentos manipulativos, referem-se à manipulações motoras, como tarefas de arremessos, recepção, chute e interceptação de objetos, que são movimentos manipulativos grossos. Costurar e cortar com tesoura são movimentos manipulativos finos. Os componentes manipulativos envolvem um relacionamento do indivíduo para os objetos e é caracterizado pela força cedida para os objetos e pela força recebida deles (Gallahue & Ozmun, 1995).

Para Pérez (1994), a fase pré-escolar é a época da aquisição de habilidades motoras básicas, os movimentos fundamentais são considerados verdadeiros núcleos cinéticos. Esta capacidade para mover-se cada vez de forma mais autônoma está relacionada com diversos fatores: maturação neurológica que permite movimentos mais completos; Crescimento corporal, que ao final deste período vai permitir maior possibilidade de domínio corporal, facilitando o movimento e disponibilidade em realizar atividades motoras, etc.

Gallahue (1989), Gallahue & Ozmun (2001), mostram que, para se chegar ao domínio de habilidades desportivas, é necessário um longo processo, onde as experiências com habilidades básicas (movimentos fundamentais) são de fundamental importância. Na pré-escola, a criança de 4 a 6 anos de idade abrange a fase dos movimentos fundamentais, com o surgimento de múltiplas formas (correr, saltar, arremessar, receber, quicar, chutar) e suas combinações. As mudanças observadas nos estágios serão estabelecidas em forma de um refinamento das habilidades básicas e, melhor eficiência em sua combinação, o que irá marcar a passagem para a fase seguinte, a dos movimentos relacionados ao desporto, ou especializados. Nesta fase, os movimentos fundamentais vão servir de base para as combinações em habilidades desportivas, de modo que a aquisição dos movimentos fundamentais reveste-se da maior importância no modelo proposto por Gallahue.

Gallahue (1989) divide a fase dos movimentos fundamentais em três estágios. Estágio inicial: representa a primeira meta orientada da criança na tentativa de executar um padrão de movimento fundamental. A integração dos movimentos espaciais e temporais são pobres. Tipicamente os movimentos locomotores, manipulativos e estabilizadores de crianças de dois anos de idade estão no nível inicial. Estágio elementar: envolve maior controle e melhor coordenação rítmica dos movimentos fundamentais. Segundo o autor, crianças de desenvolvimento normal tendem a avançar para o estágio elementar através do processo de maturação, embora alguns indivíduos não conseguem desenvolver além do estágio elementar em muitos padrões de movimento, e permanecem nesse estágio por toda a vida. Estágio maduro: é caracterizado como mecanicamente eficiente, coordenado, e de execução controlada. Tipicamente as crianças tem potencial de desenvolvimento para estar no estágio maduro perto do 5 ou 6 anos, na maioria das habilidades fundamentais.

A aquisição desses padrões fundamentais de movimento é de vital importância para o domínio das habilidades motoras. A Educação Física adquire papel importantíssimo a medida em que ela pode estruturar o ambiente adequado para a criança, oferecendo experiências, resultando numa grande auxiliar e promotora do desenvolvimento humano, em especial ao desenvolvimento motor e garantir a aprendizagem de habilidades específicas nos jogos, esportes, ginásticas e dança (Flinchum 1982, Harrow 1983, Tani 1988, Gallahue 1989 e Eckert 1993). Para que estas habilidades sejam desenvolvidas é necessário que se dê à criança oportunidades de desempenha-las. O movimentar-se é de grande importância biológica, psicológica, social e cultural, pois, é através da execução dos movimentos que as pessoas interagem com o meio ambiente, relacionando-se com os outros, apreendendo sobre si, seus limites, capacidades e solucionando problemas. Pois como é comum encontrar indivíduos que, não atingiram o padrão maduro nas habilidades básicas, nas quais apresentam um nível inicial ou elementar, o que prejudicará todo o desenvolvimento posterior, ressalta-se assim, a preocupação que os profissionais de Educação Física deveriam ter em relação ao conhecimento sobre a aquisição e desenvolvimento dos padrões fundamentais de movimento, elegendo-o como foco principal para o desenvolvimento da Educação Física pré -escolar e séries iniciais no ensino fundamental.

Face ao que foi exposto sobre o desenvolvimento pré -escolar, em especial o desenvolvimento motor, teve-se como objetivo de pesquisa avaliar os padrões fundamentais de movimento segundo Gallahue e Ozmum 2001 em crianças pré- escolares, na faixa etária de 5 - 6 anos, em uma Escola da Rede Estadual de Ensino da Cidade de Santa Maria/ RS.


Metodologia
Fizeram parte da amostra 46 alunos da pré- escola, com idade entre 5 e 6 anos, sendo 27 do sexo masculino e 29 do sexo feminino, da Escola Marieta de Ambrósio na Cidade de Santa Maria, RS, no ano de 2002. Os escolares foram submetidos a uma bateria de testes com o objetivo de avaliação motora (processo e produto). A avaliação do desenvolvimento motor nos seus aspectos qualitativos (processo) e qualitativos (produto) dos padrões fundamentais de movimento foram realizados segundo a matriz de análise dos padrões fundamentais de movimento proposto por Gallahue (2001). Para análise qualitativa (processo) todos os movimentos foram gravados em video tape e posteriormente analisados em vídeo cassete. Os movimentos analisados foram o equilíbrio sobre um pé com os olhos abertos, salto na horizontal e agarrar com as duas mãos (receber). Os resultados foram classificados pelo seu estágio de maturidade inicial (1), elementar (2) e maduro (3). Para a avaliação quantitativa (produto), foram utilizados as seguintes referências: o movimento de equilíbrio sobre um pé só com olhos abertos, foi avaliado pelo tempo de permanência sobre um pé, em um tempo máximo de sessenta (60) segundos, com duas tentativas. No movimento de saltar na horizontal, foram anotadas três tentativas, considerando-se o melhor resultado e, para o movimento de agarrar com as duas mãos, foi registrado o número de acertos em cinco tentativas.

Resultados e discussão
Nas tabelas 01 e 02, estão apresentados os valores encontrados na avaliação do processo (análise qualitativa) de desenvolvimento motor, nível de maturidade proposto por Galahue e Ozmum 2001(inicial (1), elementar (2) e maduro (3)), nos movimentos estabilizadores de equilíbrio com olhos abertos (MEA), nos movimentos locomotores o de saltar na horizontal (MLS) e nos movimentos manipulativos de receber/agarrar com as duas mãos (MMR).

Tabela 01 - Percentil do nível de maturidade (análise do processo), inicial, elementar e maduro dos movimentos de equilíbrio com os olhos abertos,
saltar na horizontal e receber ou agarrar com as duas mãos, dos sujeitos agrupados por idade.

Tabela 02 - Percentil do nível de maturidade (análise do processo), inicial, elementar e maduro dos movimentos de equilíbrio com os olhos abertos,
saltar na horizontal e receber ou agarrar com as duas mãos, dos sujeitos agrupados por sexo.

Ao analisar os dados da tabela 01 observa-se que os sujeitos com 5 anos de idade, encontram-se concentrados em maior número no estágio elementar do processo de desenvolvimento motor nos movimentos estabilizadores de olhos abertos (46%), movimento locomotor de saltar na horizontal (70%) e movimento manipulativo de receber com as duas mãos (54%). Observa-se também que, os sujeitos com 6 anos de idade, encontram-se em maior número no estágio elementar no processo de desenvolvimento motor para o movimento locomotor de saltar na horizontal (70%), e no estágio maduro do desenvolvimento motor para os movimentos de equilíbrio com olhos abertos (62%), e movimento manipulativo de receber com as duas mãos (54%).

Os dados acima permitem inferir que as crianças analisadas (5 anos) encontram-se dentro da fase de desenvolvimento motor proposto por Gallahue & Ozmun (2001) para os movimentos estabilizadores de olhos abertos, movimento locomotor de saltar e movimento manipulativo de receber com as duas mãos. Já as crianças de 6 anos encontram-se dentro da fase de desenvolvimento motor proposto por Gallahue e Ozmun (2001) para os movimentos estabilizadores de olhos abertos ou seja estágio maduro. O mesmo não foi observado para o movimento de saltar na horizontal e receber com as duas mãos os quais os sujeitos observados encontram-se no estágio elementar. Segundo os autores as crianças entre 4 e 5 anos encontram-se no estágio elementar, categoria 2, dentro da fase dos movimentos fundamentais da primeira infância, e crianças entre 6 e 7 anos encontram-se no estágio maduro, categoria 3. Estudos realizados por Copetti et al. (1995), onde investigaram o nível de maturidade do equilíbrio em crianças de 5 e 6 anos observaram uma concentração nos estágios inicial e elementar de movimento. Em estudos realizados por Copetti (1996), a maioria das crianças, analisadas na faixa etária de 5 a 7 anos, encontram-se no estágio elementar do movimento de saltar na horizontal. Esses dados corroboram com os encontrados no presente estudo.

Quanto ao sexo (tabela 02), observa-se que os sujeitos do sexo masculino, encontram-se mais concentrados no estágio maduro no processo de desenvolvimento motor nos movimentos estabilizadores de olhos abertos (54%) e movimento manipulativo de receber com as duas mãos (45%), e encontram-se no estágio elementar no movimento locomotor de saltar na horizontal (54%). Observa-se também que, os sujeitos do sexo feminino, encontram-se no estágio elementar no processo de desenvolvimento motor para o movimento locomotor de saltar na horizontal (47%), movimento locomotor de saltar na horizontal (80%)e movimento manipulativo de receber com as duas mãos (66%). Estudos realizados por Manfio et al. (1993), Ramalho & Surdi (1995) e Garcia et al. (1994) encontraram a partir da idade de 6 e 7 anos, uma predominância de crianças no estágio elementar para o movimento de agarrar, sendo que os meninos tendem a progredir em direção ao estágio maduro e as meninas tendem a permanecer no mesmo estágio elementar. Esses achados corroboram com os encontrados no presente estudo.
Nas tabelas 03 e 04 estão apresentados os valores encontrados na avaliação do produto (análise quantitativa) de desenvolvimento motor, nos movimentos estabilizadores de equilíbrio com olhos abertos (MEA), nos movimentos locomotores o saltar na horizontal (MLS) e nos movimentos manipulativos de agarrar com as duas mãos/ receber (MMR).

Tabela 03 - Média e desvio padrão do resultado da análise do produto de
desenvolvimento motor, agrupados por idade.

Tabela 04 - Média e desvio padrão do resultado da análise do produto de
desenvolvimento motor, agrupados por sexo.

Ao analisar-se os dados da tabela 03, desenvolvimento motor do produto, sujeitos agrupados por idade, nos testes de equilíbrio com olhos abertos, saltar na horizontal e receber com as duas mãos, observa-se que os sujeitos com 6 anos de idade, apresentaram valores médios superiores em relação aos sujeitos com idade de 5 anos. Estudo feito por Copetti (1996), observou que o tempo de permanência no movimento de equilíbrio com os olhos abertos apresenta um aumento progressivo em função da idade. O mesmo foi encontrado para o movimento de receber com as duas mãos e o movimento de saltar na horizontal. Assim pode-se inferir que quanto maior a idade da criança, melhor é o desempenho no teste proposto. Esses achados corroboram com os encontrados no presente estudo.

Ao analisar-se os dados da tabela 04, desenvolvimento motor do produto, sujeitos agrupados por sexo, nos testes de equilíbrio com olhos abertos, saltar na horizontal e receber com as duas mãos, observa-se que os sujeitos do sexo masculino apresentam valores médios superiores quando comparados com os sujeitos do sexo feminino. Estes achados corroboram com os achados por Copetti (1996), que encontrou índices médios superiores para o sexo masculino em relação ao sexo feminino, nos movimentos de saltar na horizontal e receber com as duas mãos. Assim pode-se inferir que os sujeitos do sexo masculino apresentam melhor desempenho motor através do produto nos referidos movimentos (saltar na horizontal e receber), quando comparados aos sujeitos do sexo feminino. Entretanto o mesmo autor, encontrou índices médios superiores para os sujeitos do sexo feminino no movimento de equilíbrio com os olhos abertos em relação aos sujeitos do sexo masculino. Esses achados vem de encontro aos encontrados no presente estudo.

Conclusão

O estudo permitiu as seguintes conclusões:

• Quanto ao processo de execução dos padrões fundamentais de movimentos nos sujeitos com 5 anos de idade encontram-se no estágio elementar do processo de desenvolvimento. Os sujeitos com 6 anos de idade, encontram-se no estágio maduro no processo de desenvolvimento motor para os movimentos de equilíbrio com olhos abertos, e movimento manipulativo de receber com as duas mãos. Para o movimento de equilíbrio com os olhos estão em sua maioria no nível elementar do processo de desenvolvimento motor. Assim pode-se inferir que as atividades praticadas pelas crianças estão, na sua maioria, compatíveis com as necessidades para que atinjam os padrões motores adequados para a faixa etária. Sugere-se que os professores de Educação Física responsáveis por esses sujeitos analisados, estimulem o desenvolvimento dos padrões motores deficientes.

• Quanto ao produto dos testes de movimentos fundamentais os sujeitos com 6 anos de idade, apresentam em média escores superiores em relação aos sujeitos com idade de 5 anos. Assim pode-se inferir que as crianças apresentam um crescente aumento no escore dos testes em função da idade e com poucas diferenças entre os sexos. Desta maneira conclui-se que o produto do desenvolvimento motor está relacionado com as experiências e vivências individuais de cada criança. Quanto maior o número de experiências motoras de qualidade, maior será o desempenho nas tarefas motoras realizadas por elas.

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O que é Flexibilidade ?
A preocupação e a necessidade de avaliar ou estimar valências físicas como a flexibilidade têm impulsionado a comunidade científica em estudos buscando esclarecer a relação entre o ser humano, seu corpo, suas limitações, segundo o Dr. Cláudio Gil a preocupação com uma qualidade física ligada a lassitude ligamentar era fruto de preocupação e estudo por Hipócrates, por volta de 400 a.C. e recentemente a primeira menção ao termo "flexibilidade" segundo ARAÚJO, (1999, p. 25) na literatura médica parece ter sido feito por BISHOP em 1859, mas pesquisas sobre flexibilidade tomaram outra dimensão após as guerras mundiais, pela quantidade de doentes, de amputados e feridos, deixando um problema real para os médicos e pesquisadores da área de reabilitação, com a necessidade de elucidação da fisiologia humana e a importância da flexibilidade para a solução desses problemas.

E com a elaboração de diversas publicações sobre o assunto e artigos de revisão o conhecimento científico sobre essa valência física começou a ser ampliado, mas ainda hoje continua a ser um campo muito vasto para pesquisas, pela sua importância tanto no campo da saúde, como seu papel fundamental importância nas qualidades atléticas e no desempenho desportivo.

Quanto ao tema, não foi encontrado um consenso na elaboração de seu conceito, sendo apresentado algumas das denominações encontradas nesta revisão.

Flexibilidade

"é a capacidade de realizar movimentos em certas articulações com apropriada amplitude de movimento"(BARBANTI,1994, p.129).

"Qualidade motriz que depende da elasticidade muscular e da mobilidade articular expressa pela máxima amplitude de movimento necessária para execusão de qualquer atividade física, sem que ocorra lesões anatomo-patológicas"(ARAÚJO, 1987).

"Capacidade de movimentar as partes do corpo, através de uma ampla variação de movimentos sem distensão excessiva das articulações e ligamentos musculares (GETTMAN,1994 citado por FARIAS JUNIOR & BARROS,1998).

"é a capacidade e a característica de um atleta de executar movimentos de grande amplitude, ou sob forças externas, ou ainda que requeiram a movimentação de muitas articulações"(WEINECK,1999, p.470).

"é a qualidade física que condiciona a capacidade funcional das articulações a movimentarem-se dentro dos limites ideais de determinadas ações" (TUBINO,1984, p.181).

"é a amplitude máxima passiva fisiológica de um dado movimento articular" (ARAUJO, 1999, P. 26).

Amplitude de movimento

"dimensão do deslocamento do corpo ou de seus segmentos entre certos pontos, de orientação convencionalmente escolhida, expressada em graus e unidades lineares." (FANALI,1981,p.49)

Alemão - BEWEGUNGSAMPLITUDE

Francês - AMPLITUDE DU MOUVEMENT

Inglês - AMPLITUDE OF MOVEMENT


A flexibilidade como valência física ou componente da aptidão física é considerada como um importante componente da AFRS - aptidão física relacionada a saúde( ACHOR JÚNIOR, 1994;1996;NAHAS, 1989; GUEDES&GUEDES,1995) e do desempenho atlético (MATHEWS, 1980; HIGAJO et al.,1991;WEINECK,1999)


Componentes da Flexibilidade

Basicamente se manifeste de duas formas:

Flexibilidade estática - "o componente estático se refere à amplitude máxima de um movimento."

Flexibilidade dinâmica -"o componente dinâmico refere-se á resistência ou rigidez oferecida ao movimento dentro de uma determinada amplitude"
(GHORAYEB & BARROS, 1999, p. 26)


Avalia-se a flexibilidade para:

Estabelecer parâmetros para prescrição de exercícios de alongamento (trabalho de flexibilidade).

Identificar grupos músculos-articulares com pouca flexibilidade possibilitando enfatizar aquelas regiões com exercícios de alongamentos.

Avaliar a flexibilidade periodicamente é importante para verificar as possíveis alterações na amplitude do movimento com o passar dos anos.

Estabelecer correlação entre dores muscúlos-articulares ao encurtamento músculo-tendíneo e relacionar a melhora do paciente com o aumento da flexibilidade.

Identificar encurtamento músculo-tendíneo em sua fase inicial, sendo mais fácil seu tratamento.

Conhecer a amplitude de movimento de várias articulações pode ajudar nas comparações intra-grupo, entre indivíduos de mesma faixa etária e sexo, com outras populações e ainda verificar se há por exemplo, diferenças de flexibilidade entre um membro dominante de outro não dominante.

Formas de medidas e avaliação da flexibilidade:

Os métodos para medida e avaliação da flexibilidade podem ser classificados em função das unidades de mensuração dos resultados:

Testes Angulares - "são aqueles que possuem os seus resultados em ângulos (formados entre os dois segmentos corporais que se opõem na articulação), a medida dos ângulos é denominada de goniometria e tem sido o método mais freqüentemente utilizado na literatura sobre flexibilidade e mobilidade articular."

Instrumentos

1 - Flexômetro de Leighton
2 - Fleximeter - (Baseado no Flexômetro de Leighton)
3 - Eletrogoniômetro
4 - Goniômetro - (Goniometria)

Tabelas quanto o uso do Goniômetro
American Academy of Orthopaedic Surgeons
Kendall e McCreary
Hoppenfeld
American Medical Association

(Fonte: Avaliação Médica e Física - 2000, p. 172 A Prática da Avaliação Física - 1999, p. 150 Manual de Goniometria - 1997)

Testes Adimensionais - "são os testes de flexibilidade como adimensional quando não existe uma unidade convencional , tal como ângulo e centímetros, para expressar o resultado obtido, como regra, eles não dependem de equipamentos, utilizando-se unicamente de critérios ou mapas de análise preestabelecidos."

1 - Testes de Carter - Wilkinson e Beighton - Horan
Fonte: O Exercício - 1999, p. 29
2 - Flexiteste - Original (20 movimentos analisados)
Fonte: Medidas e Avaliação em Ciências do Esporte - 1998, p. 134
3 - Flexiteste - Adaptado (8 movimentos analisados)
Fonte: Fisiologia e Avaliação Funcional - 1998, p. 241

Testes Lineares - "se caracterizam por expressar os resultados em um escala de distância, tipicamente em centímetros ou polegadas, utilizam primariamente de fitas metálicas, réguas, ou trenas para a mensuração, os testes lineares apresentam como pontos fracos a incapacidade de dar uma visão global da flexibilidade do indivíduo e a provável interferência das dimensões antropométricas sobre os resultados dos testes."
(Banco de Wells)

1 - Sentar-e-alcançar - "Seat and Reach Test (Johson e Nelson, 1979)
Fonte: A prática da Avaliação Física - 1999, p. 131
2 - Extensão de tronco e pescoço - "Trunk-andreck Extension Test
Fonte: A prática da Avaliação Física - 1999, p. 132
3 - Afastamento Lateral dos membros inferiores - " Side Split Tese (Johson e Nelson,1979)
Fonte: A prática da Avaliação Física - 1999, p. 133
4 - Teste de Schoberlike - avaliar coluna cervical Teste de Schober - avalia a coluna torácica e lombossacro Teste de Ott - avalia a coluna torácica e lombossacro
Fonte: Avaliação Médica e Física - 2000, p. 167
5 - Teste de tocar os dedos para Flexibilidade do Manguito Rotador
Fonte: O manual do Personal Trainer - 1999, p. 171
6 - Teste de Senter e Alcançar (Adaptado - sem banco)


Fonte: Programa de Condicionamento Físico da ACSM - 1999, p. 3
7 - Teste de sentar e alcançar - Wells & Dillon - 1952
Fonte: Avaliação Física - José Fernandes Filho - 1997, p. 58
8 - Teste de Amplitude de Movimento das Costas Passivo
Fonte: Manual do Instrutor de Condicionamento Físico para a Saúde - 2000, p.222
9 - Teste de Amplitude de Movimento das Costas Ativo
Fonte: Manual do Instrutor de Condicionamento Físico para a Saúde - 2000, p.222
10 - Testes Combinados de Flexão do Tronco e da Articulação do Quadril de Calliet
Fonte: Manual do Instrutor de Condicionamento Físico para a Saúde - 2000, p.222
11 - Teste de Sentar e Alcançar de Hopkins e Hoeger
Fonte: Manual do Instrutor de Condicionamento Físico para a Saúde - 2000, p.222
12 - Teste de Sentar e Alcançar Modificado
Fonte: Manual do Instrutor de Condicionamento Físico para a Saúde - 2000, p.222

(Classificação citada nas obras Avaliação e Prescrição de atividade Física - 1996, p. 95;Medidas e avaliação em ciências do esporte, 1998, p. 133; O Exercício - 1999, p. 27; A prática da avaliação Física, 1999, p. 131)

BATERIAS DE TESTES NACIONAIS E INTERNACIONAIS

EUROFIT - 1982 - Teste de sentar e alcançar (banco)
EUROFIT - 1988 (Agilidade) Flexão do Tronco a frente em Posição sentada - FTF (banco)
FITNESS NA LIFESTYLE - 1983 Teste sentar e alcançar
American Academy of Orthopaedics Sugeons - 1965 Bateria de Testes de Flexibilidade Estática
CANADIAN STANDARDIZED TEST OF FITNESS (CSTF) Teste de Sentar e Alcançar (banco)
AAHPERD - 1980 Teste de Sentar e Alcançar

Data da Publicação: 13/03/2002

Referências Bibliográficas

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. Corporis, Recife, v.3 n.1, 1998

SILVA, S. C.; MATSUDO, V. K.R.; RIVET, R. E.; Flexibilidade e Aptidão Física:
Revisão de Literatura
. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, São Paulo, v. 6 n.2,
1985, p.158-165

Obras Sugeridas:

ACHOUR JÚNIOR, A. Bases para o exercícios de alongamento relacionado com a
saúde e no desempenho atlético
. Londrina, PR: Midiograf,1996

ACHOUR JÚNIOR, A. Flexibilidade Teoria e Prática. Editora Atividade Física

ALTER, Michael J. Ciência da Flexibilidade. Rio Grande do Sul, ARTMED

DANTAS, Estélio. Flexibilidade, Alongamento e Flexionamento. Rio de Janeiro, Shape

TOBIAS, Maxine, O livro do Alongamento Completo. Manole

Obras sugeridas quanto a prescrição de exercícios de flexibilidade:

ACHOUR JÚNIOR, Abdallah. Flexibilidade:teoria e prática

ALTER, Michael J. Alongamento para os esportes. São Paulo, Manole

ANDERSON,Bob. Alongue-se.Editora Summus

ANDERSON,Bob. Alongue-se no Trabalho. Editora Summus

GEOFFROY, Christiphe. Alongamento Para Todos Quando ? Porque ?.Manole

McATEE, Robert E..Alongamento Facilitado po FNP. Manole

NOGUEIRA, Écio Madeira. Alongamento para Todos os Esportes - Editora Sprint

RODRIGUES, Tânia Lúcia. Flexibilidade e Alongamento. Editora Sprint

Data da Publicação: 12/04/2002


 

LER/Dort correspondem a 70% das doenças do trabalho

    Cerca de 70% de todos os 62 mil casos de doenças ocupacionais registrados entre 2001 e 2003 pela Previdência Social são de LER/Dort e deixam inválidos, em média, cinco mil trabalhadores por ano. Os números já seriam alarmantes observando apenas os registros de doenças ocupacionais, mas um levantamento inédito nas estatísticas de auxílio-doença da Previdência Social, feito a pedido do Jornal O Globo, mostra que são mais de 130 mil afastamentos do trabalho por ano.
    As estatísticas, no entanto, refletem apenas a força do trabalho que tem em carteira assinada. Os informais, que correspondem por mais de 50%
da população trabalhadora, e os servidores públicos não entram nas contas da

 

Previdência.
      As mulheres são as que mais sofrem com as lesões por esforço repetitivo, afirmou dr. Sérgio Gama, médico Ortopedista e Cirurgião da Mão do Hospital 9 de Julho, na última edição do programa "Falando em Saúde", promovido pelo Hospital.
      Entre as principais causas das LER estão o uso repetitivo ou forçado de grupos musculares, postura inadequada e fatores adicionais, tais como frio e estresse emocional. As lesões podem ter origens ocupacionais e por práticas esportivas, sendo as ocupacionais as mais recorrentes. As LERs podem afetar tendões, músculos, nervos,

 

 fáscias e ligamentos, de forma isolada ou conjunta, atingindo principalmente os membros superiores (braços e mãos), região escapular (parte alta das costas) e pescoço.
     Para prevenir as LERs é importante cadenciar toda atividade repetitiva, executando micropausas freqüentes numa razão mínima de 25 minutos de trabalho para 1 minuto de pausa, executando alongamentos para relaxamento. A correção de posturas corporais desfavoráveis com a adequação de máquinas, mobiliários, equipamentos e ferramentas às características corporais também auxilia na prevenção.


Fonte: JC Online - 10/10/05

 

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